O governo do Peru decidiu adotar uma medida drástica diante da crise nas ruas. O país deve decretar estado de emergência em Lima. A capital enfrenta uma escalada de protestos, com uma morte confirmada e mais de cem feridos.
O anúncio partiu do chefe de gabinete, Ernesto Álvarez, que afirmou que a medida valerá, pelo menos, para a Região Metropolitana da capital. As autoridades discutiram o plano em reunião ministerial na quinta-feira 16.
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“Vamos anunciar a decisão de declarar estado de emergência pelo menos na Região Metropolitana de Lima”, disse Álvarez.
O presidente José Jeri descartou a possibilidade de renúncia. Ele visitou o Parlamento e anunciou que vai pedir novos poderes para intensificar o combate ao crime. “Minha responsabilidade é manter a estabilidade do país.”
Por meio das redes sociais, a Polícia Nacional do Peru manifestou repúdio à escalada de violência no país. Além disso, informou que cinco agentes da Unidade de Serviços Especiais sofreram ferimentos durante os protestos em Lima.
Manifestantes pedem o fim da corrupção e novo sistema político
Segundo autoridades peruanas, cerca de cem pessoas sofreram ferimentos nos confrontos, incluindo 80 policiais e dez jornalistas. Um manifestante morreu em circunstâncias que ainda estão sob investigação.
As manifestações começaram com exigências por melhores salários e pensões. Com o tempo, os atos passaram a reunir demandas contra a violência, a corrupção e o sistema político. Muitos peruanos expressam cansaço com promessas não cumpridas e governos instáveis.
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José Jeri assumiu o cargo em 10 de outubro. Desde então, manifestantes pedem que ele e os atuais legisladores deixem o poder. Ele é o sétimo presidente do país em menos de dez anos.






































Brasil ajudou a fomentar essa crise .
Foto de SP