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Governo do Irã promete levar manifestantes anti-regime a julgamento

O regime iraniano tem tratado os manifestantes como 'terroristas'

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Manifestantes se reúnem enquanto veículos queimam, em meio à crescente onda de protestos antigovernamentais em Teerã, capital do Irã — 9/1/2026 | Foto: Reprodução/Redes sociais/Via Reuters

De acordo com a agência de notícias Fars News, o regime do Irã pretende levar a julgamento os manifestantes presos durante os protestos contra a ditadura islâmica, em mais uma ofensiva para reprimir a dissidência e intimidar opositores do governo.

O regime iraniano tem tratado os manifestantes como “terroristas” e acusado os Estados Unidos de influenciar os protestos.

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“Chefes dos três poderes do governo iraniano afirmam que terroristas envolvidos nos distúrbios serão levados à justiça”, informou a agência de notícias, que é controlada pelo governo iraniano. Na publicação, da esquerda para a direita, aparecem o presidente do Parlamento do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e o presidente do Conselho dos Guardiães, Ahmad Jannati.

Em outra publicação, a Fars News noticiou a captura de “mais de 300 líderes dos distúrbios no Irã”.

Líder supremo do Irã admite mortes de manifestantes

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, reconheceu, no sábado 17, que as semanas de manifestações no país resultaram em mortes.

Ainda assim, atribuiu ao presidente dos EUA, Donald Trump, a responsabilidade pela onda de protestos que, segundo organizações de direitos humanos, já provocou mais de 3 mil mortes.

Autoridade máxima do regime iraniano, Khamenei afirmou que “vários milhares de mortes” ocorreram durante os atos em todo o país, na pior crise de instabilidade no Irã em anos. Ele também acusou os inimigos históricos do regime, EUA e Israel, de fomentarem a violência.

Leia também: “Rios de sangue”, artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 305 da Revista Oeste

“Consideramos o presidente dos Estados Unidos um criminoso pelas vítimas, pelos danos e pelas calúnias que infligiu à nação iraniana”, disse Khamenei, de acordo com a mídia estatal do Irã.

Os protestos tiveram início em 28 de dezembro, impulsionados por dificuldades econômicas, e evoluíram para manifestações amplas que exigiam o fim do regime teocrático da República Islâmica.

O presidente dos EUA, Donald Trump, fez ameaças reiteradas de intervenção, inclusive ao prometer adotar “ações muito fortes” caso o regime do Irã executasse manifestantes.

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1 comentário
  1. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Curioso para ver se o antônio da silva defenderá o regime dos aiatolás no Irã – afinal, o bebum nove-dedos AMA a ditadura “revolucionária” de 1979.

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