De acordo com a agência de notícias Fars News, o regime do Irã pretende levar a julgamento os manifestantes presos durante os protestos contra a ditadura islâmica, em mais uma ofensiva para reprimir a dissidência e intimidar opositores do governo.
O regime iraniano tem tratado os manifestantes como “terroristas” e acusado os Estados Unidos de influenciar os protestos.
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“Chefes dos três poderes do governo iraniano afirmam que terroristas envolvidos nos distúrbios serão levados à justiça”, informou a agência de notícias, que é controlada pelo governo iraniano. Na publicação, da esquerda para a direita, aparecem o presidente do Parlamento do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e o presidente do Conselho dos Guardiães, Ahmad Jannati.
Em outra publicação, a Fars News noticiou a captura de “mais de 300 líderes dos distúrbios no Irã”.
Líder supremo do Irã admite mortes de manifestantes
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, reconheceu, no sábado 17, que as semanas de manifestações no país resultaram em mortes.
Ainda assim, atribuiu ao presidente dos EUA, Donald Trump, a responsabilidade pela onda de protestos que, segundo organizações de direitos humanos, já provocou mais de 3 mil mortes.
Autoridade máxima do regime iraniano, Khamenei afirmou que “vários milhares de mortes” ocorreram durante os atos em todo o país, na pior crise de instabilidade no Irã em anos. Ele também acusou os inimigos históricos do regime, EUA e Israel, de fomentarem a violência.
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“Consideramos o presidente dos Estados Unidos um criminoso pelas vítimas, pelos danos e pelas calúnias que infligiu à nação iraniana”, disse Khamenei, de acordo com a mídia estatal do Irã.
Os protestos tiveram início em 28 de dezembro, impulsionados por dificuldades econômicas, e evoluíram para manifestações amplas que exigiam o fim do regime teocrático da República Islâmica.
O presidente dos EUA, Donald Trump, fez ameaças reiteradas de intervenção, inclusive ao prometer adotar “ações muito fortes” caso o regime do Irã executasse manifestantes.
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Curioso para ver se o antônio da silva defenderá o regime dos aiatolás no Irã – afinal, o bebum nove-dedos AMA a ditadura “revolucionária” de 1979.