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Governo do Canadá culpa autoridades do Irã por morte de cidadão

Mais de 2,4 mil manifestantes morreram desde o início da repressão aos protestos no país

Aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo do Irã, a fala durante uma reunião com cientistas nucleares e funcionários da Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI), em Teerã, Irã (11/6/2023) | Foto: Reuters/Gabinete do Líder Supremo Iraniano/WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental)

A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, informou nesta quinta-feira, 15, que um cidadão canadense morreu “nas mãos das autoridades do Irã”. A vítima não foi identificada, e a data da morte não foi divulgada.

Segundo Anita, autoridades consulares canadenses estão em contato com a família. A ministra condenou a repressão no Irã e afirmou que “a violência precisa acabar”.

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De acordo com a Human Rights Activists News Agency (HRANA), mais de 2,4 mil manifestantes morreram desde o início da repressão aos protestos antigovernamentais no país, há pouco mais de duas semanas. Os números não puderam ser verificados de forma independente.

As manifestações tiveram início no fim de dezembro, em Teerã, motivadas pela alta da inflação, e rapidamente se espalharam pelo país. Com o avanço do movimento, os atos passaram a ter caráter mais amplo contra o regime. A disparada nos preços de itens básicos, como óleo de cozinha e frango, intensificou a crise.

O que causou os protestos no Irã

Um homem exibe um cartaz com a menção ao presidente dos EUA, Donald Trump, durante um comício em apoio aos protestos nacionais no Irã, em Roma, Itália, em 13 de janeiro de 2026 | Foto: Francesco Fotia/Reuters

O estopim foi a decisão do banco central de encerrar um programa que garantia acesso a dólares mais baratos para alguns importadores, o que levou comerciantes a elevar preços ou fechar lojas. O movimento ganhou força com a adesão dos bazaaris, grupo tradicionalmente alinhado ao regime.

O governo iraniano cortou o acesso à internet e às linhas telefônicas durante os picos de protestos, isolando o país. Organizações de direitos humanos relatam centenas de mortes.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou reagir caso a repressão continue. Já o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, acusou os Estados Unidos de incitar as manifestações e pediu que Trump “cuide do próprio país”.

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Segundo a NewsNation, os EUA transferiram o porta-aviões USS Abraham Lincoln, juntamente com outros navios de apoio, do Mar do Sul da China para regiões próximas ao território iraniano.

O USS Abraham Lincoln, embarcação de 332 metros de extensão, transporta cerca de 85 aeronaves. Ele faz parte de um grupo de ataque que inclui outros navios e pelo menos um submarino.

A frota deve ir para a área sob responsabilidade do Comando Central dos EUA, que abrange 21 países entre o nordeste da África, Oriente Médio e sul da Ásia. O deslocamento pode durar até uma semana, e o Pentágono não se pronunciou a respeito.

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