Os governos do Brasil, da Espanha e do México emitiram neste sábado, 18, uma declaração conjunta sobre em favor de Cuba, país sob comando da ditadura comunista. Os três países se comprometeram a “intensificar a resposta humanitária coordenada, visando a aliviar o sofrimento do povo cubano”.
Os três países são liderados por presidentes de esquerda e que se posicionam como aliados de Cuba no plano internacional. Eles defendem, na declaração conjunta, a tomada das “medidas necessárias para aliviar essa situação e prevenir ações que agravem as condições de vida da população ou contrárias ao direito internacional”.
Receba nossas atualizações
A declaração conjunta publicada pelo Itamaraty tem o aval dos presidentes brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, do México, Claudia Sheinbaum, e do governo da Espanha, Pedro Sánchez, não faz menção ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
+ Leia mais notícias do Mundo em Oeste
Desde a prisão do ex-ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em janeiro deste ano, a Venezuela, agora sob a presidência de Delcy Rodríguez, interrompeu o fornecimento de petróleo aos aliados cubanos por ordem do governo Trump.
Crise em Cuba
O fim da ajuda venezuelana aprofundou a crise humanitária e energética em Cuba. O país caribenho passou a conviver com apagões constantes e interrupção de serviços essenciais diante da falta de combustíveis.
Diante deste quadro, a declaração conjunta de Brasil, Espanha e México manifesta preocupação “com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano”, mas não há menção com o fato de a população ser comandada por uma ditadura comunista. Com os três líderes de esquerda, o comunicado cobra que sejam respeitados “o Direito Internacional e os princípios da integridade territorial, da igualdade soberana e da solução pacífica de controvérsias, consagrados na Carta das Nações Unidas“.
“Seu objetivo deve ser encontrar uma solução duradoura para a situação atual”, afirmam Lula, , a fim de criar as condições para que o próprio povo cubano decida seu futuro em total liberdade”, defendem Lula, Sheinbaum e Sánchez.
Em 30 de março, Trump autorizou a passagem de um petroleiro russo carregado com cerca de 730 mil barris de petróleo bruto para Cuba. A remessa enviada ao país arrefeceu a crise energética, mas a ilha liderada pelo Partido Comunista segue sob bloqueio e convivendo com racionamentos constantes que podem ultrapassar as 12 horas por dias.
A penúria causada pela falta de energia elétrica tem causado mortes em hospitais, conforme relatam correspondentes, e aprofundado a crise econômica do país. Cuba não conta com um número significativo de poços de petróleo, o que a torna dependente do comércio exterior.
Cuba é altamente dependente de termelétricas, que não contam com a manutenção adequada para se manter operando e alimentando todo o país. A tecnologia dessas usinas é remanescente do período soviético.
Revista Oeste, com informações da Agência Estado
>>>E lavamos nós nos metermos em resolver o problema cubano quando esse fdp esculhamba com nosso pais!!!
Será que ele não consegue morrer???