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González parabeniza María Corina por Nobel: 'Merecido reconhecimento'

Ex-candidato à Presidência, exilado na Espanha, elogiou a 'longa luta pela liberdade e democracia'

María Corina Machado e o ex-candidato à Presidência da Venezuela Edmundo González | Foto: Reprodução/Instagram
María Corina Machado e Edmundo González | Foto: Reprodução/Instagram

Edmundo González, exilado político da Venezuela, parabenizou a líder da oposição contra a ditadura de Nicolás Maduro, María Corina Machado, por ter sido laureada com o Prêmio Nobel da Paz. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 10, pelo comitê do Nobel.

+ Quem é María Corina Machado, Nobel da Paz pela luta contra a ditadura na Venezuela

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“Nossa querida María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025! Um merecido reconhecimento à longa luta de uma mulher e de todo um povo pela nossa liberdade e democracia. A primeira vencedora do Prêmio Nobel da Venezuela!”, escreveu. “A Venezuela será livre!”

Edmundo González foi o candidato da oposição mais votado nas eleições presidenciais da Venezuela em 2024, segundo instituições independentes que auditaram documentos relativos ao processo. Porém, ele não tomou posse. O regime proclamou o ditador Nicolás Maduro vencedor. Perseguido político, González obteve exílio na Espanha.

O Nobel a María Corina Machado

O Comitê Norueguês do Nobel informou que concedeu o Prêmio Nobel da Paz de 2025 a María Corina Machado “por seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.

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A nota prossegue: “No último ano, a sra. Machado foi forçada a viver escondida. Apesar das sérias ameaças à sua vida, ela permaneceu no país, uma escolha que inspirou milhões de pessoas. Ela uniu a oposição do seu país. Ela nunca vacilou em resistir à militarização da sociedade venezuelana. Ela tem sido firme em seu apoio a uma transição pacífica para a democracia”.

Apesar da perseguição e das ameaças, María Corina segue morando na Venezuela. “Quando autoritários tomam o poder, é crucial reconhecer os corajosos defensores da liberdade que se levantam e resistem. A democracia depende de pessoas que se recusam a ficar em silêncio, que ousam dar um passo à frente apesar dos graves riscos e que nos lembram que a liberdade nunca deve ser considerada garantida, mas sempre defendida – com palavras, coragem e determinação”, afirmou o Comitê do Nobel.

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