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G7 monitora 'crise política, econômica e humanitária' na Venezuela

Grupo também reforça apoio à Ucrânia na guerra contra a Rússia

Nicolás Maduro quer tomar para si a região de Essequibo, na Guiana, que é rica em Petróleo
O ditador Nicolás Maduro, que faz o G7 se preocupar — ainda mais — com a Venezuela | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os países do G7, grupos dos sete países mais industrializados do mundo, reafirmam seu “apoio incontornável” à Ucrânia “pelo tempo que for necessário”. O bloco também registrou, ao fim do encontro que ocorreu na última semana, preocupação com a situação da Venezuela, país que há décadas está sob controle de uma ditadura comunista.

Em comunicado depois da reunião cúpula do grupo na Itália, o G7 se diz ainda “fortemente comprometido” a ajudar Kiev com suas necessidades mais urgentes de financiamento no curto prazo. Bem como apoiar a recuperação no longo prazo e as prioridades de reconstrução, diante da guerra no país.

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A Rússia “precisa acabar com esta guerra ilegal de agressão e pagar pelo estrago causado à Ucrânia”, afirma o G7. O bloco menciona que, segundo o Banco Mundial, esses danos já superaram US$ 486 bilhões.

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Nesse contexto, o G7 informa que pretende prover financiamento à Ucrânia que virá de receitas extraordinárias advindas da imobilização de ativos soberanos russo retidos na União Europeia e em outras jurisdições relevantes. Para permitir isso, o grupo diz que trabalhará para aprovar nessas jurisdições o uso de fluxos futuros dessas receitas extraordinárias para pagar empréstimos.

G7 registra preocupação com a situação da Venezuela

eleições Venezuela
Maduro e Lula sorriem durante encontro em Brasília. As eleições na Venezuela estão marcadas para o próximo dia 28 de julho | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em outro momento do comunicado, o G7 se diz “profundamente preocupado” com a “crise política, econômica e humanitária” da Venezuela. O bloco cita a falta de progresso na implementação do Acordo de Barbados em outubro de 2023.

Além disso, o grupo pede que Caracas implemente esse acordo e permita eleições competitivas em 28 de julho, com missões de observação internacional “completas e dignas de crédito”, fora a libertação imediata de presos políticos. O governo venezuelano, sob comando do ditador Nicolás Maduro, retirou um convite à União Europeia para que acompanhasse o processo eleitoral local, motivando as críticas.

O G7 ainda diz que seguirá com atenção o quadro entre a Venezuela e a Guiana, na disputa pela região de Essequibo. A Venezuela não deve adotar mais “iniciativas desestabilizadoras” e o assunto deve ser resolvido pelo diálogo, em linha com a legislação internacional, segundo o comunicado.


Revista Oeste, com informações da Agência Estado

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