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Furto de joias no Museu do Louvre expõe falhas na segurança

Ministro da Justiça admite que proteção do local foi insuficiente; oito peças históricas continuam desaparecidas

O Louvre abriga mais de 33 mil obras de todas as épocas, incluindo antiguidades do Egito, Mesopotâmia e mundo clássico | Foto: Divulgação/Museu do Louvre
O Louvre abriga mais de 33 mil obras de todas as épocas, incluindo antiguidades do Egito, Mesopotâmia e mundo clássico | Foto: Divulgação/Museu do Louvre

O Museu do Louvre, em Paris, permaneceu fechado nesta segunda-feira, 20, depois de um assalto que resultou no furto de oito joias históricas da coroa francesa. O incidente ocorreu no domingo e durou apenas sete minutos, segundo autoridades.

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Criminosos usaram um guindaste para quebrar uma janela do 2° andar e invadiram a Galeria Apolo, onde estão as joias e diamantes do século 19. Equipados com pequenas motosserras, eles fugiram em motocicletas logo depois de levar colares de safiras e esmeraldas de valor inestimável. As autoridades encontraram danificada, nas proximidades, a coroa da imperatriz Eugénie, nono item do crime.

Ministro da Justiça assumiu falha na proteção do Museu do Louvre

O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, admitiu que o episódio revelou falhas na proteção do museu e projetou uma imagem negativa da França. “Todos os franceses se sentem como se tivessem sido roubados”, afirmou à rádio France Inter.

Autoridades vão intensificar a segurança em instituições culturais. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, orientou prefeitos a adotarem medidas adicionais, e uma reunião com a ministra da Cultura, Rachida Dati, definiu ações imediatas para reforçar a vigilância nos museus.

O Ministério Público de Paris abriu investigação por “roubo em organização criminosa e associação ilícita com fins delitivos”. Enquanto isso, o Louvre segue isolado para perícia, e a polícia tenta localizar os autores do crime, que já repercutiu internacionalmente como um dos assaltos mais audaciosos em museus.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que vai identificar os responsáveis, levá-los à Justiça e recuperar os objetos, reforçando o compromisso do governo de restaurar a segurança nos museus do país.

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