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Funcionários da JBS encerram greve de 3 semanas nos EUA

Sindicato mantém pressão por melhores salários e condições de trabalho

Sede da JBS no Estado do Colorado, nos EUA | Foto: JBS/Divulgação
Sede da JBS no Estado do Colorado, nos EUA | Foto: JBS/Divulgação

Os trabalhadores da JBS em uma planta de carne bovina em Greeley, no Estado norte-americano do Colorado, decidiram encerrar uma greve de três semanas e retornar às atividades depois de a empresa concordar em retomar as negociações trabalhistas. A informação foi divulgada pelo sindicato local neste sábado, 4.

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De acordo com a associação, cerca de 3,8 mil funcionários participaram da paralisação, deflagrada em 16 de março, para pressionar por aumentos salariais compatíveis com a inflação e pelo fim de cobranças relacionadas à reposição de equipamentos de proteção individual. As negociações devem ser retomadas ainda esta semana e os trabalhadores voltarão ao trabalho a partir da próxima terça-feira, 7.

Em nota, a presidente do sindicato, Kim Cordova, afirmou que “os trabalhadores permanecem unidos e continuarão a lutar até que a JBS encerre completamente suas práticas trabalhistas injustas”. Segundo ela, os funcionários buscam um contrato que garanta salários considerados suficientes para o custo de vida e melhores condições de trabalho.

JBS frango paraguai carne
Wesley Batista, acionista e membro do Conselho de Administração da JBS | Foto: Divulgação/JBS

JBS diz que operações serão retomadas

A JBS informou à agência Reuters que não houve mudanças na proposta original apresentada aos trabalhadores. Em comunicado, um porta-voz afirmou: “Estamos satisfeitos em receber nossos membros da equipe de volta e estamos nos preparando para retomar e ampliar as operações na planta de Greeley na próxima semana”.

Durante a greve, a capacidade de processamento de carne nos EUA foi afetada, em um cenário já pressionado pela redução do rebanho bovino ao menor nível em 75 anos, o que elevou os preços da carne no país.

O sindicato também afirmou, em seu comunicado, que a unidade operou de forma limitada durante a paralisação. Além disso, destacou que a empresa propôs reajustes salariais médios de cerca de 1,5% ao ano, porcentual que, segundo a entidade, fica abaixo da inflação projetada de 4% para 2026.

Leia também: “A volta dos Irmãos Petralha”, reportagem de Augusto Nunes e Eugenio Goussinsky publicada na Edição 239 da Revista Oeste

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