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Frio de até -50°C ameaça 160 milhões de pessoas nos EUA

Governadores decretam emergência, inauguram abrigos e pedem que população permaneça em casa

Nevasca EUA
A origem do fenômeno está ligada ao vórtice polar | Foto: Reprodução/Redes sociais

Uma massa de ar do Ártico pode derrubar as temperaturas nos Estados Unidos e colocar cerca de 160 milhões de pessoas em risco. Meteorologistas indicam para a possibilidade de mínimas que chegam a -50°C em determinados Estados, com risco de congelamento da pele em poucos minutos de exposição.

O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA emitiu avisos para dezenas de regiões do país. As previsões indicam acúmulo de gelo em níveis catastróficos e frio extremo nos próximos dias.

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Em resposta, cidades como Houston anunciaram a abertura de abrigos preventivos e pediram que os moradores evitem sair de casa.

Mais de 6 mil voos já foram cancelados, principalmente no Texas e em regiões do centro do país. Governadores de pelo menos 18 Estados decretaram estado de emergência. As autoridades mobilizaram equipes para manter rodovias liberadas e reforçar a rede de atendimento à população vulnerável.

Em Houston, o prefeito John Withmire alertou para a chegada de um frio sem precedentes. “Haverá uma tempestade muito severa que poucos moradores em Houston já vivenciaram”, afirmou. “Provavelmente 48 horas de temperaturas congelantes.”

O governador do Texas, Greg Abbott, declarou que o sistema elétrico está mais preparado do que em 2021, quando uma frente polar deixou milhões sem luz e causou mais de 200 mortes.

Como funciona o vórtice polar que ameaça os EUA

A origem do fenômeno está ligada ao vórtice polar, uma corrente de ar extremamente fria que desceu do Ártico em direção ao sul dos EUA. Ele se desenvolve na estratosfera, isto é, na segunda camada da atmosfera a partir da superfície da Terra.

Durante o inverno, o vórtice costuma manter-se concentrado nas regiões de alta latitude. Esse comportamento ajuda a conter o frio mais severo nas áreas próximas ao Polo Norte, sem influência direta sobre o clima das regiões situadas mais ao sul.

+ Leia também: “Trump, sobre onda de frio recorde nos EUA: ‘O que aconteceu com o aquecimento global?’”

No entanto, a cientista Jennifer Francis, do Centro de Pesquisa Climática Woodwell, explicou em entrevista à agência AFP que essa estabilidade pode se romper em determinadas circunstâncias.

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