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Friedrich Merz é eleito chanceler da Alemanha, depois de derrota inédita

Decisão foi tomada em segundo turno; conservador vai governar com coalizão de centro-esquerda

Friedrich Merz fez aliança com os sociais democratas da Alemanha e conseguiu ser eleito
Friedrich Merz fez aliança com os sociais democratas da Alemanha e conseguiu ser eleito | Foto: Reprodução/ X

Friedrich Merz foi eleito chanceler da Alemanha nesta terça-feira, 6, em segundo turno de votação no Parlamento. O líder conservador enfrentou uma derrota na primeira votação, quando sua aliança com os sociais-democratas de centro-esquerda não obteve apoio suficiente.

A rejeição inicial foi um fato inédito na Alemanha do pós-guerra e representou um constrangimento para Merz. Na ocasião, 18 deputados social-democratas votaram contra a indicação do nome do político.

O CDU, partido do líder conservador, pediu uma segunda votação, manobra que a Legislação do país permite. Nessa segunda chance, os deputados aprovaram a nomeação do novo chanceler. O regime alemão é parlamentarista — por isso, é o Parlamento que elege o chefe de governo.

Leia mais: “Derrota inédita: Merz não é eleito chanceler no Parlamento da Alemanha”

Em fevereiro, o CDU, junto com os sociais-democratas do SPD, foi o vencedor nas eleições gerais da Alemanha, realizadas em fevereiro.

Merz promete reativar crescimento econômico da Alemanha

O líder conservador prometeu reativar o crescimento econômico em meio à instabilidade global. A aliança com os sociais-democratas prevê medidas como a redução de impostos corporativos e dos preços da energia.

Além das propostas econômicas, o acordo de coalizão estabelece o aumento dos gastos militares e o compromisso com o apoio à Ucrânia.

O político, no entanto, já enfrenta irritação de uma parte do eleitorado conservador, em razão da flexibilização, ainda no Parlamento antigo, de uma espécie de teto de gastos. A medida foi de encontro a décadas de austeridade fiscal.

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O país vai apostar em gastos sem precedentes no setor de defesa e deverá gastar € 500 bilhões em dez anos para recuperar a infraestrutura do país.

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