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França: depois de 9 meses, termina julgamento por atentados em 2015

Único suspeito ainda vivo pediu desculpas no tribunal. Na época, os ataques mataram 130 pessoas

frança
Novembro de 2015, população faz homenagem às vítimas do atentado na França | Wikipédia

O julgamento dos atentados terroristas que mataram 130 pessoas em novembro de 2015 em Paris e Saint-Denis, na França, terminou nesta segunda-feira, 27. O processo durou nove meses. A decisão do júri deve ser anunciada na quarta-feira 29.

Um dos principais acusados pelas mortes no Stade de France, em bares da capital e na casa de espetáculos Bataclan é o francês de origem marroquina Salah Abdeslam, 32 anos, que pediu desculpas pelo crime no tribunal. O Ministério Público francês pede prisão perpétua para ele.

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“Cometi erros, é verdade, mas não sou um assassino e, se for condenado por assassinatos, vocês cometeriam uma injustiça”, disse o réu, que também pediu novamente desculpas aos sobreviventes e parentes das vítimas. “Alguns dirão que não são sinceras, que é uma estratégia, como se as desculpas pudessem não ser sinceras diante de tanto sofrimento.”

Abdeslam é o único suspeito de executar o ataque ainda vivo. Os outros se explodiram ou foram mortos pela polícia. Ele diz que realizou os ataques para forçar o fim das incursões militares da França no Iraque e na Síria.

Durante as alegações finais, os advogados dele afirmaram que a prisão perpétua seria “uma pena de morte social” e uma sentença “excessiva”. Eles destacaram que Abdeslam desistiu de explodir uma bomba presa ao seu corpo na noite de terror. Os investigadores revelam, porém, que o colete explosivo não funcionou e ele fugiu da capital francesa horas após o ataque.

Os atentados de 2015 aconteceram em um contexto de ataques na Europa, enquanto uma coalizão internacional lutava contra o grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Milhares de sírios chegavam ao continente europeu para fugir da guerra em seu país.

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3 comentários
  1. Osmar Maurilio Bogo
    Osmar Maurilio Bogo

    Talvez ele seja o único sobrevivente por ser covarde.

  2. Osvaldo Aires Bade
    Osvaldo Aires Bade

    Passando aqui pra dizer que não foi o islamismo – certo?

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