A França convocou o embaixador dos Estados Unidos em Paris, Charles Kushner, neste domingo, 24. O governo reagiu a comentários do diplomata contra o presidente Emmanuel Macron, acusado por ele de “falta de ações suficientes na luta contra o antissemitismo”.
“As afirmações do embaixador são inaceitáveis”, declarou o Ministério das Relações Exteriores francês. “Elas vão contra o Direito internacional, em particular o dever de não interferir nos assuntos internos dos Estados previsto pela Convenção de Viena de 1961, que rege as relações diplomáticas.”
Receba nossas atualizações
A Casa Branca e o Departamento de Estado dos EUA não responderam aos pedidos de comentários. A convocação de um embaixador é considerada uma manifestação pública de descontentamento.
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
No final de julho, Macron anunciou que a França reconhecerá o Estado palestino durante a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas em setembro.
Carta dos EUA reforça críticas já feitas por Israel contra França
Em carta a Macron, o embaixador dos EUA expressou “sua profunda preocupação com a onda de antissemitismo na França e a falta de ações suficientes” do governo francês.
“Declarações que difamam Israel e gestos de reconhecimento de um Estado palestino encorajam os extremistas, fomentam a violência e colocam em perigo os judeus na França”, escreveu o Kushner, pai do genro de Donald Trump, Jared Kushner.
Leia também: “Crítica de vice-premiê da Itália a Macron gera tensão diplomática com a França”
O documento surgiu poucos dias depois de críticas do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Ele acusou Macron de “alimentar o fogo antissemita” ao pedir o “reconhecimento internacional” do Estado palestino. Kushner apresentou argumentos semelhantes.
A História é testemunha da vocação antissemita da França. O Estado francês deveria pedir desculpas ao judeus pela sua colaboração com o regime nazista na 2ª guerra mundial mas prefere reafirmar essa proximidade com regimes terroristas cujo objetivo declarado é a eliminação de Israel.
Na Segunda Guerra mundial a França entregou a rapadura para os nazista em apenas 3 dias. E logo passou a apoiar a Alemanha com o governo de Petain. Entregou os judeus para os alemães durante a guerra toda. Tudo muito natural para eles. Não tem novidade alguma nesse quesito.Não fosse o De Gaulle,estariam falando alemão até hoje……..
Bem lembrado : Mas o que me preocupa hoje é que os franceses passarem a falar em Árabe entre si….
Os Estados Unidos estão certíssimos!
Ué? O embaixador não mentiu