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Fragmento de quase 20 km de comprimento se desprende do maior iceberg do mundo

Objeto está à deriva no oceano

Theresa Gossman, Matthew Gascoyne e Christopher Grey/British Antarctic Survey
Theresa Gossman, Matthew Gascoyne e Christopher Grey/British Antarctic Survey

Na Antártida, um fragmento do maior iceberg do mundo se desprendeu. O iceberg, conhecido como A23a, possui 80 quilômetros de comprimento e cobre uma área de 3,3 mil km². Ele se separou do continente em 1986.

Depois de décadas de estabilidade, o iceberg começou um lento deslocamento em direção à ilha britânica de Geórgia do Sul, impulsionado por correntes oceânicas desde dezembro.

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Na sexta-feira 31, imagens de satélite revelaram que um pedaço de aproximadamente 20 quilômetros de comprimento e 6 quilômetros de largura se desprendeu e agora está à deriva no oceano.

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“Sem dúvida, é a primeira parte significativa do iceberg que apareceu até hoje”, afirmou o oceanógrafo Andrew Meijers, do British Antarctic Survey, que acompanha de perto o movimento do iceberg. Soledad Tiranti, glacióloga a bordo do quebra-gelo ARA Almirante Irízar, da Marinha da Argentina, também confirmou a fragmentação à agência AFP.

Icebergs costumam apresentar fissuras profundas. O A23a, embora tenha diminuído ao longo dos anos, se manteve estável até então. A recente separação sugere que as rachaduras começaram a se romper. No passado, outros icebergs gigantes se desintegraram rapidamente depois de começarem o processo de fragmentação.

A trajetória do iceberg segue inalterada

Especialistas, no entanto, hesitam em afirmar se essa fragmentação é um indicativo de uma mudança mais abrangente em andamento. “A forma como essas coisas desmoronam não é exatamente uma ciência exata”, explicou Meijers, ao destacar a dificuldade em prever se o iceberg continuará se fragmentando ou permanecerá intacto.

Apesar da perda desse fragmento, a trajetória do A23a em direção à Geórgia do Sul, uma área vital para a alimentação de focas e pinguins, provavelmente não será alterada. A fragmentação subsequente poderia reduzir a ameaça à fauna local, de maneira a permitir que os animais se movimentem mais facilmente entre blocos menores de gelo em busca de alimento.

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