Embora a captura do ex-ditador Nicolás Maduro tenha ocorrido há mais de um mês, ainda restam mais de 600 presos políticos na Venezuela. A estimativa é de Alfredo Romero, presidente do Foro Penal, organização não governamental (ONG) que monitora as condições dos prisioneiros do regime chavista.
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“Até agora registramos 444 solturas desde o dia 8 de janeiro deste ano, momento em que se anunciou que seria libertada uma quantidade importante de pessoas, que nós esperamos que sejam os presos políticos”, disse em um vídeo publicado na última segunda-feira, 16. “Mas restam ainda mais de 600 pessoas privadas de liberdade.”
Romero fez a gravação em frente à Zona 7 de Caracas. Trata-se de uma das carceragens usadas para a repressão a opositores. Em frente, familiares de alguns prisioneiros deram início a uma greve de fome pela libertação de seus entes. Segundo o ativista, uma delas teve problemas de saúde pela falta de nutrição e teve de ser levada do local. Pelas estimativas do Foro Penal, entre os presos políticos há mais de 500 homens e cerca de 80 mulheres.
Ditadura por um fio na Venezuela
Em janeiro de 2026, Maduro foi capturado por militares dos Estados Unidos em Caracas, capital da Venezuela. A queda levou ao poder Delcy Rodríguez, vice-presidente a serviço do ex-ditador. O novo governo declarou que a operação norte-americana era ilegal. Porém, em 8 de janeiro deu início à libertação de presos políticos do país. Desde então, 444 deles deixaram as prisões, segundo as estimativas do Foro Penal.
#15F 9:30 pm (Venezuela)
— Foro Penal (@ForoPenal) February 16, 2026
444 excarcelaciones de presos políticos hemos verificado desde el 8 de enero de 2026. @ForoPenal https://t.co/zhfV6FsiDu pic.twitter.com/Gzj4tkwef8
No fim de janeiro, a substituta de Maduro enviou um projeto de lei de anistia para a Assembleia Nacional. O texto prevê a libertação dos prisioneiros sem perdoar crimes contra a humanidade, tortura, destruição do patrimônio público, homicídio doloso e tráfico de drogas. Inicialmente, a proposta seria votada até a última sexta-feira, 13, mas ainda segue em tramitação.
O parlamento local é presidido por Jorge Rodríguez, irmão de Delcy e controlado pelo Partido Socialista Unido da Venezuela. É o mesmo grupo político responsável pela implantação da ditadura na Venezuela, do qual também fazem parte os irmãos Rodríguez e Maduro.




































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