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Forças Armadas da Venezuela pedem que população 'retome suas atividades'

Neste domingo, 4, a capital venezuelana, Caracas, estava excepcionalmente tranquila, com poucos veículos circulando

Vladimir Padrino López ministro da defesa da venezuela - forças armadas
Vladimir Padrino López é ministro da Defesa da Venezuela; ele era aliado do ditador Nicolás Maduro | Foto: Reprodução/Instagram/@padrinovladimir

As Forças Armadas da Venezuela pediram para a população do país “retomar suas atividades” com normalidade. A orientação foi dada neste domingo, 4, um dia depois do ditador Nicolás Maduro ter sido deposto e capturado em uma operação militar norte-americana em Caracas.

“Chamo o povo da Venezuela a retomar suas atividades econômicas, trabalhistas, de todo tipo, educativas, nos próximos dias”, disse o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, em um pronunciamento televisivo. “E a pátria deve encaminhar-se sobre seu trilho constitucional.”

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O ministro também insistiu para que os cidadãos mantenham a paz, a ordem, para não cair “nas tentações da guerra psicológica da ameaça do medo que querem nos impor”.

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Neste domingo, a capital venezuelana, Caracas, estava excepcionalmente tranquila, com poucos veículos circulando. Lojas de conveniência, postos de gasolina e outros estabelecimentos comerciais estavam em sua maioria fechados.

As ruas, normalmente cheias de corredores e ciclistas, estavam praticamente vazias. O palácio presidencial da Venezuela era guardado por civis armados e membros das Forças Armadas.

Fora da capital, no Estado de La Guira, famílias cujas casas foram danificadas pelas explosões durante a operação que capturou Maduro e sua mulher ainda estavam limpando os escombros Alguns prédios ficaram com paredes abertas.

Venezuela paralisada, apesar da orientação das Forças Armadas

Depois da mudança radical na Venezuela e as promessas do presidente Donald Trump de que os Estados Unidos “governariam” com a ajuda da vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, ninguém no país parecia saber como estavam as coisas ou o que estava por vir.

Em um bairro de baixa renda no leste de Caracas, o operário Daniel Medalla sentou-se nos degraus de uma igreja católica e disse a alguns paroquianos que novamente não haveria missa matinal.

Medalla teorizou que as ruas permaneceram praticamente vazias não porque as pessoas estivessem preocupadas com outra greve, mas porque temiam a repressão do governo se ousassem comemorar, depois de uma forte repressão governamental durante as tensas eleições do ano passado, que organismos internacionais afirmam que Maduro fraudou.

“Estávamos ansiosos por isso”, disse Medalla, de 66 anos, sobre a saída de Maduro do poder.


Revista Oeste, com informações da Agência Estado e de agências internacionais de notícias

1 comentário
  1. V.S.O.
    V.S.O.

    Este comandante da Venezuela, se tivesse vergonha na cara, renunciaria. Como um exército inimigo captura o presidente do país sem haver combate ferrenho? A captura de alguns traficantes nos morros do Rio de Janeiro teve mais mortes do que a captura do Maduro. Padrino, você é um inútil.

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