Depois de um período de afastamento iniciado em março de 2019, o Fundo Monetário Internacional (FMI) comunicou nesta quinta-feira, 16, que voltou a manter relações oficiais com a Venezuela. A decisão foi tomada depois de a maioria dos representantes dos países membros, que detêm o maior peso de voto no órgão, manifestarem apoio à reaproximação.
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Segundo comunicado da diretora-gerente Kristalina Georgieva, o FMI agora reconhece o governo venezuelano, liderado por Delcy Rodríguez. Ela assumiu como presidente interina depois de ter exercido o cargo de vice-presidente até janeiro.
“O FMI está agora lidando com o governo da Venezuela, sob a administração da presidente interina Delcy Rodríguez”, afirmou Georgieva, conforme divulgado pelo órgão internacional.
Reconhecimento e possíveis impactos à Venezuela

Esse reconhecimento permitirá ao Fundo retomar a coleta estruturada de indicadores econômicos do país. Além disso, possibilita a concessão de apoio financeiro caso haja solicitação formal do governo venezuelano.
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A expectativa é que o Banco Mundial também passe a reconhecer a nova administração. Isso pode facilitar o acesso da Venezuela a linhas de crédito em meio a uma severa crise econômica.
O rompimento anterior aconteceu quando o FMI optou por reconhecer a oposição, que então controlava o Parlamento, como o governo legítimo. A reviravolta ocorreu depois da captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos no início de janeiro deste ano. O episódio resultou na nomeação de Rodríguez como presidente interina, também reconhecida pelos EUA.
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