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FMI retoma relações com Venezuela e reconhece governo de Delcy Rodríguez

Decisão foi tomada depois de a maioria dos representantes dos países membros manifestarem apoio à reaproximação

Fundo Monetário Internacional (FMI) faz alerta sobre economia brasileira | Foto: Divulgação
Fachada de prédio do Fundo Monetário Internacional (FMI) | Foto: Divulgação

Depois de um período de afastamento iniciado em março de 2019, o Fundo Monetário Internacional (FMI) comunicou nesta quinta-feira, 16, que voltou a manter relações oficiais com a Venezuela. A decisão foi tomada depois de a maioria dos representantes dos países membros, que detêm o maior peso de voto no órgão, manifestarem apoio à reaproximação.

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Segundo comunicado da diretora-gerente Kristalina Georgieva, o FMI agora reconhece o governo venezuelano, liderado por Delcy Rodríguez. Ela assumiu como presidente interina depois de ter exercido o cargo de vice-presidente até janeiro.

“O FMI está agora lidando com o governo da Venezuela, sob a administração da presidente interina Delcy Rodríguez”, afirmou Georgieva, conforme divulgado pelo órgão internacional.

Reconhecimento e possíveis impactos à Venezuela

Delcy Rodríguez, líder interina da Venezuela
Delcy Rodríguez, líder interina da Venezuela | Foto: Reprodução/Estanislao Santos/Instituto PATRIA/Flickr

Esse reconhecimento permitirá ao Fundo retomar a coleta estruturada de indicadores econômicos do país. Além disso, possibilita a concessão de apoio financeiro caso haja solicitação formal do governo venezuelano.

Leia também: “O Irã e o rude despertar da Europa”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 317 da Revista Oeste

A expectativa é que o Banco Mundial também passe a reconhecer a nova administração. Isso pode facilitar o acesso da Venezuela a linhas de crédito em meio a uma severa crise econômica.

O rompimento anterior aconteceu quando o FMI optou por reconhecer a oposição, que então controlava o Parlamento, como o governo legítimo. A reviravolta ocorreu depois da captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos no início de janeiro deste ano. O episódio resultou na nomeação de Rodríguez como presidente interina, também reconhecida pelos EUA.

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