publicidade
Mundo

Federal Reserve mantém juros nos EUA e indica cortes até o fim do ano

Banco central norte-americano resiste a pressão por redução imediata

Federal Reserve; EUA
O PIB dos Estados Unidos recuou 0,3% no primeiro trimestre, em taxa anualizada | Foto: Reprodução/Flickr

O Federal Reserve (Fed), sistema de bancos centrais dos Estados Unidos, manteve nesta quarta-feira, 18, a taxa básica de juros no intervalo entre 4,25% e 4,50% ao ano. O portal g1 divulgou as informações.

A decisão, unânime entre os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto, ocorreu pela quarta vez consecutiva. O mercado já esperava a manutenção, em meio às incertezas que rondam a maior economia do mundo.

Receba nossas atualizações

A instituição indicou que projeta dois cortes nos juros ainda em 2025, somando 0,50 ponto percentual de redução. A decisão mantém a cautela diante de um cenário complexo, marcado pelas tensões comerciais entre os EUA e a China e pelos impactos da política tarifária do governo norte-americano.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Jerome Powell, presidente da instituição financeira, reforça que o momento é de prudência: “Por enquanto, estamos bem posicionados para esperar e obter mais informações sobre a provável trajetória da economia antes de considerar qualquer ajuste em nossa política monetária”

O Fed destaca que as incertezas diminuíram desde o último encontro, mas seguem em nível elevado. A inflação, medida pelo índice de preços ao consumidor, acumula alta de 2,4% em 12 meses, acima da meta de 2% da autoridade monetária. O desemprego continua baixo e o mercado de trabalho se mantém firme, segundo o comitê.

Impactos no Brasil e no mercado global

As taxas elevadas nos EUA afetam diretamente o Brasil. A alta nos rendimentos dos títulos públicos norte-americanos, as Treasuries, estimula o envio de recursos para o mercado dos EUA.   

Com isso, o dólar se fortalece e há menos entrada de investimentos estrangeiros no Brasil. Esse cenário pressiona o real e dificulta a redução da Selic, a taxa básica brasileira, além de aumentar o risco de alta na inflação.

No mercado global, os reflexos se espalham. A guerra comercial entre EUA e China continua como fonte de preocupação.

Apesar do acordo firmado em maio, que suspendeu algumas tarifas por 90 dias, a possibilidade de retomada das alíquotas em julho gera apreensão. As tarifas chegaram a 145% sobre produtos chineses e até 125% em contrapartida de Pequim.

Donald Trump critica Federal Reserve e pressiona por cortes

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos recuou 0,3% no primeiro trimestre, em taxa anualizada. Analistas previam alta de 0,3%, mas o resultado veio abaixo do esperado por causa do aumento das importações. Empresas anteciparam compras para evitar os custos extras das tarifas impostas pelo governo.

A confiança do consumidor e do empresariado também caiu. Setores como o aéreo relatam dificuldades para planejar investimentos diante da instabilidade das regras comerciais. Economistas alertam para o risco de recessão, enquanto o próprio Fed prevê crescimento modesto do PIB: 1,4% em 2025, abaixo dos 1,7% previstos anteriormente.

O presidente Donald Trump voltou a atacar o comando do Fed e pediu cortes imediatos nos juros. Ele defende a redução da taxa pela metade e chamou Powell de “estúpido”.

+ Leia também: “Pentágono diz que EUA estão prontos para negociar ou atacar o Irã”

Para o republicano, a política do banco central trava a economia e impede a retomada do crescimento industrial. As críticas ocorrem enquanto o republicano tenta consolidar apoio para uma eventual nova candidatura.

O Fed, em contrapartida, mantém o foco no controle da inflação e no emprego. A instituição reforçou que continuará a monitorar os indicadores e está pronta para agir se surgirem riscos ao cumprimento de suas metas.

A expectativa é de cortes graduais na taxa de juros até 2027, com reduções menores a partir de 2026 e uma inflação voltando ao nível de 2,1% naquele ano.

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.