Pressionado pela inflação acelerada, o Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, decidiu em reunião desta quarta-feira, 15, elevar a taxa básica de juros em 0,75 ponto porcentual.
O aumento fez a faixa de juros básica americana ficar entre 1,5% e 1,75% ao ano. Trata-se do maior aumento desde 1994, quando o Fed ajustou a taxa em 0,75 ponto para também evitar a inflação.
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Especialistas nos EUA alertam que a elevação da taxa de juros vai ser sentida no bolso principalmente de quem tem dívida rotativa de cartão de crédito. Devem sofrer alterações também os empréstimos de carros e os estudantis.
Em Wall Street, coração do mundo financeiro americano, em Nova Iorque, havia expectativa de um aumento anunciado pelo Federal Reserve acima do esperado, o que fez com que ações despencassem na Bolsa de Valores nos últimos dias. A partir de setembro, investidores esperam que as taxas fiquem em um patamar de 2,75% a 3%.
Um relatório apresentado ao Fed mostrou que a inflação está acelerada, preocupando o mercado financeiro. A vez mais recente em que a autoridade monetária identificou esse cenário foi em 1981.
O reflexo da decisão do Fed pode refletir no Brasil. Isso porque parte do dólar que entra no Brasil pode diminuir. Isso, para especialistas, valoriza a moeda americana em comparação ao real, o que pode pressionar a inflação brasileira.
Leia também: “A economia desmente os pessimistas”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 116 da Revista Oeste






































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