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FBI prende nos EUA aliado do Hamas que teria participado do massacre de 7 de outubro

Mahmoud Al-Muhtadi teria cruzado a fronteira com Israel armado, coordenado milicianos e celebrado sequestros; na América, ele usou um green card obtido por fraude

Mahmoud Amin Ya-qub Al-Muhtadi
Mahmoud Amin Ya-qub Al-Muhtadi, aliado do Hamas que teria participado dos ataques em Israel | Foto: Divulgação/Departamento de Justiça dos EUA

O FBI prendeu na quinta-feira 16, o palestino Mahmoud Amin Ya’qub Al-Muhtadi, de 27 anos, residente em Lafayette, em Louisiana (EUA), sob a acusação de participar diretamente do ataque terrorista do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 — ação que deixou mais de 1.200 mortos, a maioria civis.

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Segundo a acusação apresentada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Al-Muhtadi integrou e coordenou combatentes ligados ao Hamas e à ala armada da Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP), conhecida como Brigadas de Resistência Nacional (NRB).

“Evidências mostram que, na manhã de 7 de outubro de 2023, Al-Muhtadi soube da invasão do Hamas, armou-se, reuniu outros combatentes e cruzou para Israel com a intenção de ajudar no ataque terrorista”, afirmaram os promotores, conforme obtido pelo jornal Fox News.

Aliado do Hamas teria apoiado ataque terrorista

Mahmoud Amin Ya-qub Al-Muhtadi
À esquerda, Mahmoud Amin Ya-qub Al-Muhtadi, o qual teria a intenção de ajudar no ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023 | Foto: Divulgação/Departamento de Justiça dos EUA

Dados de telefonia celular colocam o aparelho de Al-Muhtadi dentro do território israelense, próximo ao kibutz Kfar Aza, um dos locais de maior massacre durante a invasão terrorista. Além disso, as autoridades informaram que ele foi gravado em ligações interceptadas falando sobre o deslocamento de homens e armas para dentro de Israel.

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Procuradores anexaram fotos e vídeos em que ele aparece usando farda de combate, portando armamento e ao lado de milicianos. Em algumas imagens, ele usa insígnias da NRB e bandanas do Hamas. Depois dos ataques, ele teria comemorado nas redes sociais os sequestros de civis israelenses, incluindo mulheres e crianças.

Comunicação direta no dia do massacre

Mahmoud Amin Ya'qub Al-Muhtadi
Mahmoud Amin Ya-qub Al-Muhtadi posando com rifles e vestindo equipamento tático | Foto: Divulgação/Departamento de Justiça dos EUA

A investigação mostra que, minutos depois do início da invasão do Hamas em Israel, às 6h34, Al-Muhtadi trocou mensagens com um contato no exterior. O interlocutor teria escrito: “Eu vejo a guerra”.

Depois minutos depois, esse mesmo interlocutor enviou: “O inferno abriu seus portões”. “É muito caótico, e não haverá fim desta vez. Vai acabar bem”, prosseguiu o terrorista, conforme o Fox News.

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Logo na sequência das mensagens, Al-Muhtadi teria recebido vídeos de parapentes do Hamas invadindo Israel, enquanto agitava outros militantes a “se juntar à operação”, de acordo com os documentos judiciais.

Entrada ilegal nos EUA com visto fraudulento

Além das acusações de terrorismo internacional, Al-Muhtadi foi indiciado por fraude migratória. Ele mentiu em seu processo de visto para esconder seus vínculos com organizações terroristas. 

Em 2024, o terrorista conseguiu obter um green card por meio da Embaixada dos EUA no Cairo, declarando falsamente que iria trabalhar em Tulsa (Oklahoma) como mecânico ou atendente de restaurante.

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Ele entrou nos EUA em 12 de setembro de 2024 pelo Aeroporto Internacional de Dallas e desde então vivia tranquilamente na Louisiana, segundo as autoridades americanas.

“Como resultado desse pedido falso, Al-Muhtadi conseguiu obter permissão para viajar aos Estados Unidos e obter residência permanente legal”, informou o FBI.
Al-Muhtadi deve comparecer a um tribunal federal, segundo o The New York Times. Se condenado, pode pegar prisão perpétua por terrorismo e fraude migratória.

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3 comentários
  1. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Que seja julgado nos USA , não mandem por favor para o STF do Brasil.

  2. Lucia campos
    Lucia campos

    Eles se sentem em casa . Conseguem green card e etc … USA tem q rever esse protocolo . Vejam o que aconteceu com Felipe Martins . Algo está errado .

  3. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Bora lá, prisão perpétua e sem anistia.🗽

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