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Famílias pedem ajuda para brasileiros deixarem o Equador

Pedidos ocorrem devido ao aumento de criminalidade no país

empresário brasileiro sequestrado equador - thiago allan freitas - facebook
Thiago Allan Freitas foi sequestrado nesta terça-feira, 9; empresário brasileiro mora em Guayquil | Foto: Divulgação/Facebook/@allan.freitas.9484941

O Ministério das Relações Exteriores analisa os pedidos de três famílias de brasileiros para sair do Equador. Ao todo, há 11 pessoas que querem deixar o país, que enfrenta uma onda de violência comandada pelo narcotráfico.

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Thiago Allan de Freitas também fez um pedido de saída do país andino. Em 9 de janeiro, bandidos o sequestraram e exigiram um alto valor de resgate. Ele, no entanto, conseguiu a liberdade por intermédio do Itamaraty.

Thiago Allan, brasileiro que sequestrado no Equador em 9 de janeiro | Foto: Reprodução/Instagram

Freitas pediu à Embaixada do Brasil a repatriação de seus três filhos, todos menores de idade. Ele disse que vai permanecer no Equador, onde mantém churrascaria em Guayaquil, maior cidade do país.

As três famílias — uma de três pessoas, outra de cinco e a de Freitas — disseram que não possuem condições de pagar as despesas de todos os seus integrantes para um retorno ao Brasil. Por isso, há solicitação de ajuda ao órgão do governo federal.

Leia também: “A onda de violência no Equador e o narcoterrorismo”, reportagem de Evellyn Lima e Uiliam Grizafis publicada no site da Revista Oeste

O Ministério das Relações Exteriores pediu alguns dias para tomar uma posição. De acordo com o jornal Correio Braziliense, há uma determinação da Defensoria Pública da União para que essas pessoas sejam declaradas hipossuficientes (não possuem condições suficientes) para ter direito à ajuda do governo brasileiro.

O Itamaraty verifica se há algum repatriado entre as famílias. A lei não permite que o governo conceda uma segunda ajuda na volta ao Brasil. Por isso, o processo ainda não pôde ser concluído.

Há quase 7 mil brasileiros no Equador

A embaixada brasileira no Equador estima que há entre 5 mil e 7 mil brasileiros no país. Não se sabe o número exato, uma vez que muitas dessas pessoas não se registraram na embaixada.

bandeira do equador - estado de exceção - eleição presidencial - 2º turno
Campanha eleitoral equatoriana foi marcada por violência | Foto: Freepik

Vista a dificuldade de contato, a representação e os consulados têm feito campanhas em todo o país para que os brasileiros informem seus paradeiros, para que, em casos extremos, sejam contatados.

Leia também: “O legado da Operação Mãos Limpas”, reportagem de Carlo Cauti publicada na edição 200 da Revista Oeste

Conforme os diplomatas brasileiros no Equador, a situação no país está mais “tranquila”, mas é precária. O governo local conseguiu retomar o controle dos presídios e prendeu mais de 2 mil criminosos.

Mesmo com as prisões, a violência continua alta. Os diplomatas explicam que o Equador faz fronteira com os dois países que mais produzem cocaína no mundo, a Colômbia e o Peru. Assim, tornou-se estratégico para o escoamento das drogas para os Estados Unidos e a Europa.


Estêvão Júnior é estagiário da Revista Oeste em São Paulo. Sob a supervisão de Anderson Scardoelli

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