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Família de María Corina já está em Oslo; ativista é esperada para cerimônia do Nobel

Entrega do prêmio será nesta quarta-feira, 10; líderes latino-americanos já estão na capital norueguesa

A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, em um protesto antes da posse do ditador Nicolás Maduro - 9/1/2025 | Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters
A filha da opositora, Ana Corina Sosa Machado, será a responsável por receber o prêmio | Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

A chegada de familiares de María Corina Machado à Noruega ampliou a expectativa em torno da presença da ativista na cerimônia do Nobel da Paz. A mãe da líder opositora do ditador Nicolás Maduro, Corina Parisca, afirmou no desembarque que “acredita que ela virá, mas não pode garantir”. A irmã, Clara Machado, disse que viver esse momento em Oslo traz “emoção, orgulho e esperança para todos os venezuelanos”. A filha, Ana Corina Sosa, também já está na capital norueguesa.

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A movimentação política cresceu nesta segunda-feira, 8, quando o presidente da Argentina, Javier Milei, viajou para Oslo para acompanhar a entrega do Nobel. Ele deve participar de reuniões bilaterais e reforçar o apoio à oposição venezuelana.

O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, já apareceu na capital norueguesa ao lado da mãe e da irmã de María Corina. Ele declarou que o país “não vai retroceder nem um centímetro” até que o governo eleito da Venezuela assuma o poder. Mulino lembrou que as atas que confirmam a vitória de Edmundo González e María Corina estão resguardadas em território panamenho.

Também de Oslo, o assessor e braço direito da ativista, Pedro Urruchurtu, afirmou que qualquer escolha de Machado a respeito de sua ida dependerá do impacto sobre o movimento que ela lidera. “Qualquer decisão que tome estará vinculada à forma como isso contribui para a causa que estamos construindo”, disse. Ele reiterou que ela não adotará nenhuma medida que coloque em risco seu retorno. “Permanecer na Venezuela sempre foi fundamental para ela.”

Pressões e riscos em torno da viagem de María Corina

Segundo informações repassadas ao The New York Times pelo diretor do Instituto Nobel, Kristian Berg Harpviken, a instituição mantém comunicação direta com a líder opositora. Harpviken afirmou ao jornal que recebeu confirmação da intenção de Machado de estar em Oslo, mas ressaltou que, “por motivos de segurança, nenhum detalhe sobre horário nem rota será divulgado”.

O jornal também apurou que o governo de Nicolás Maduro ameaça classificá-la como foragida caso ela deixe o país. Até agora, não há clareza sobre como o regime reagiria se ela tentasse regressar.

O avanço político de Machado moldou o atual combate a Maduro. Ela ganhou projeção nacional no início dos anos 2000, quando fundou o movimento Súmate. Tornou-se uma das principais vozes opositoras e enfrentou restrições sucessivas, entre elas a proibição de disputar a eleição presidencial de 2024.

Com a impossibilidade de concorrer, apoiou Edmundo González, reconhecido por observadores independentes como vencedor da disputa. Mesmo assim, Maduro permaneceu no cargo e desencadeou uma onda de prisões que ultrapassou 2 mil detidos.

Leia também: “Confissões explosivas”, texto de Eugênio Esber publicado na Edição 293 da Revista Oeste

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