A chegada de familiares de María Corina Machado à Noruega ampliou a expectativa em torno da presença da ativista na cerimônia do Nobel da Paz. A mãe da líder opositora do ditador Nicolás Maduro, Corina Parisca, afirmou no desembarque que “acredita que ela virá, mas não pode garantir”. A irmã, Clara Machado, disse que viver esse momento em Oslo traz “emoção, orgulho e esperança para todos os venezuelanos”. A filha, Ana Corina Sosa, também já está na capital norueguesa.
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A movimentação política cresceu nesta segunda-feira, 8, quando o presidente da Argentina, Javier Milei, viajou para Oslo para acompanhar a entrega do Nobel. Ele deve participar de reuniões bilaterais e reforçar o apoio à oposição venezuelana.
O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, já apareceu na capital norueguesa ao lado da mãe e da irmã de María Corina. Ele declarou que o país “não vai retroceder nem um centímetro” até que o governo eleito da Venezuela assuma o poder. Mulino lembrou que as atas que confirmam a vitória de Edmundo González e María Corina estão resguardadas em território panamenho.
La madre de María Corina Machado, Corina Parisca, ya está en Oslo para participar en la ceremonia de entrega del premio Nobel de la Paz este miércoles 10 de diciembre.
— Andreina Flores (@andreina) December 8, 2025
Conversamos con ella a su llegada al aeropuerto.
Y sí… Le preguntamos si su hija vendrá a Oslo.
Video:… pic.twitter.com/fFribm1rpg
Também de Oslo, o assessor e braço direito da ativista, Pedro Urruchurtu, afirmou que qualquer escolha de Machado a respeito de sua ida dependerá do impacto sobre o movimento que ela lidera. “Qualquer decisão que tome estará vinculada à forma como isso contribui para a causa que estamos construindo”, disse. Ele reiterou que ela não adotará nenhuma medida que coloque em risco seu retorno. “Permanecer na Venezuela sempre foi fundamental para ela.”
Pressões e riscos em torno da viagem de María Corina
Segundo informações repassadas ao The New York Times pelo diretor do Instituto Nobel, Kristian Berg Harpviken, a instituição mantém comunicação direta com a líder opositora. Harpviken afirmou ao jornal que recebeu confirmação da intenção de Machado de estar em Oslo, mas ressaltou que, “por motivos de segurança, nenhum detalhe sobre horário nem rota será divulgado”.
O jornal também apurou que o governo de Nicolás Maduro ameaça classificá-la como foragida caso ela deixe o país. Até agora, não há clareza sobre como o regime reagiria se ela tentasse regressar.
🇳🇴🇻🇪‼️ | En las calles de Oslo, Clara Machado Parisca, hermana de María Corina Machado, expresó una mezcla de emoción, orgullo y esperanza tras llegar a la capital noruega para la ceremonia del Nobel: “La libertad está cerca… el Nobel es de todos los venezolanos”.
— UHN Plus (@UHN_Plus) December 8, 2025
Contó que el… pic.twitter.com/vdHY4eUqA2
O avanço político de Machado moldou o atual combate a Maduro. Ela ganhou projeção nacional no início dos anos 2000, quando fundou o movimento Súmate. Tornou-se uma das principais vozes opositoras e enfrentou restrições sucessivas, entre elas a proibição de disputar a eleição presidencial de 2024.
Com a impossibilidade de concorrer, apoiou Edmundo González, reconhecido por observadores independentes como vencedor da disputa. Mesmo assim, Maduro permaneceu no cargo e desencadeou uma onda de prisões que ultrapassou 2 mil detidos.
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