Há um ano, uma explosão no Porto de Beirute, capital do Líbano, matou mais de 200 pessoas e deixou outras 6 mil feridas. A investigação sobre o incidente está parada, pois alguns partidos políticos tentam impedir o interrogatório de oficiais do governo. A Justiça quer entender por que eles não tomaram nenhuma atitude depois de saber que mais de 2 mil toneladas de nitrato de amônia — utilizado na fabricação de fertilizantes e outros produtos químicos — foram armazenadas indevidamente por seis anos. Esses produtos se inflamaram e causaram a explosão.
Diante da lentidão do processo, parentes dos mortos e sobreviventes pediram uma investigação internacional, liderada pelas Nações Unidas. Eles dizem que não acreditam no sistema judicial libanês. Mas líderes do país rejeitam os pedidos.
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Além disso, a situação no Líbano é agravada pelo colapso econômico. O Banco Mundial chegou a classificar o quadro financeiro “possivelmente” entre os três primeiros no ranking da crise monetária mais grave do mundo desde 1950. Com a alta da inflação no país e a falta de dólares para pagar importações a população tem encontrado dificuldade para comprar remédios, combustível ou até mesmo, para achar alimentos nos mercados.
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