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Martín Vizcarra, ex-presidente de centro-direita do Peru, é preso

A Promotoria do país pede uma sentença de até 15 anos para o político

Martín Vizcarra
Vizcarra agora se junta a uma lista de ex-presidentes peruanos presos nos últimos anos | Foto: Reprodução/Presidencia Perú/Flickr

A Justiça peruana ordenou a prisão preventiva do ex-presidente Martín Vizcarra, líder do partido de centro-direita Peru Primeiro, nesta quarta-feira, 13. A detenção do político, que governou o país de 2018 a 2020, ocorre em decorrência de acusações de corrupção. As informações são da agência Reuters.

A investigação apura seu período como governador de Moquegua, entre 2011 e 2014, quando ele supostamente recebeu US$ 640 mil em propina de empresas de construção em troca de obras públicas.

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Vizcarra agora se junta a uma lista de ex-presidentes peruanos presos nos últimos anos, que inclui Alejandro Toledo, Pedro Castillo, Ollanta Humala e Pedro Pablo Kuczynski. Este último, antecessor de Vizcarra, cumpre pena em regime domiciliar desde 2022.

O juiz Jorge Chávez determinou a prisão preventiva por cinco meses. O ex-presidente nega as acusações e se diz vítima de perseguição política. As autoridades devem levá-lo a uma base policial em Lima, que eles projetaram especificamente para abrigar ex-chefes de Estado. O advogado de Vizcarra já anunciou que recorrerá da decisão.

Carreira marcada por conflitos políticos e escândalos no Peru

Martín Vizcarra assumiu a Presidência em 2018, depois da renúncia de seu antecessor, Pedro Pablo Kuczynski. Dois anos depois, o Congresso o destituiu do cargo, quando as investigações contra ele começaram.

Seu mandato foi marcado por uma relação tensa com o Legislativo, dominado pela oposição. Em 2019, Vizcarra dissolveu o Congresso. Em 2020, promoveu novas eleições, mas a fragmentação do Parlamento não lhe deu força política para resistir a dois pedidos de impeachment.

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Já em 2021, ele enfrentou uma investigação por supostamente furar a fila da vacinação contra a covid-19. Agora, com a prisão preventiva, ele interrompe os planos de concorrer novamente à Presidência nas eleições de 2026.

A Promotoria peruana pede uma sentença de até 15 anos para o ex-presidente. A política do Peru tem sido marcada por uma grande instabilidade, com seis presidentes que se alternaram no poder desde 2018, em meio a frequentes escândalos de corrupção.

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