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Ex-presidente do IBGE pode assumir Banco Mundial para América Latina

Aliada de Bolsonaro, Susana Cordeiro Guerra é cotada para liderar a vice-presidência do órgão, que controla US$ 32 bilhões em investimentos na região

Susana Guerra, cotada para assumir a vice-presidência do Banco Mundial na América Latina
Susana Guerra, cotada para assumir a vice-presidência do Banco Mundial na América Latina | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Fontes em Washington, nos Estados Unidos, sugerem que Susana Cordeiro Guerra, ex-presidente do IBGE durante a gestão de Jair Bolsonaro, pode assumir a vice-presidência do Banco Mundial para a América Latina, embora ainda não haja confirmação oficial sobre a nomeação. A informação é do jornalista Lourival Sant’Anna, da CNN Brasil.

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Economista com forte ligação com o ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes, Susana é casada com Elbridge Colby, subsecretário de Políticas de Defesa do Pentágono. Ele mantém laços estreitos com a família do presidente dos EUA, Donald Trump, e é figura central do movimento Make America Great Again (Maga; Faça a América Grande de Novo, em tradução livre).

O papel do Banco Mundial na América Latina

Logo do Banco Mundial
Logo do Banco Mundial | Foto: Reprodução/X/@WorldBank

A vice-presidência do Banco Mundial na região administra um portfólio de US$ 32 bilhões, sendo US$ 14 bilhões direcionados ao Brasil. O montante é principalmente voltado a projetos de infraestrutura, como hidrelétricas e saneamento básico.

No momento, Susana ocupa a gerência do setor de Instituições no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Já Colby, seu marido, impediu o envio de armas para a Ucrânia há duas semanas, mas retomou o apoio na semana seguinte sob comando do presidente Donald Trump.

Ele também participou da elaboração do Plano 2025, proposto pela The Heritage Foundation para a última campanha presidencial de Trump. Os Estados Unidos, que detêm 16% do capital, possuem influência decisiva nas escolhas do Banco Mundial.

Leia também: “A conta chegou”, artigo de Silvio Navarro publicado na Edição 277 da Revista Oeste

Se realmente houver a confirmação da nomeação, a presença de Susana no Banco Mundial pode consolidar a influência de aliados de Bolsonaro no governo Trump e representar uma possível intensificação da pressão econômica sobre o governo Lula. Vale lembrar que o deputado federal Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do ex-presidente brasileiro, está em solo norte-americano em trabalho com representantes do governo local.

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