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EUA revogam vistos de membros da Autoridade Palestina antes da Assembleia da ONU

Medida amplia sanções já adotadas por Washington e pressiona organizações nas negociações de paz

donald trump
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante um comício | Foto: Reprodução/Facebook Donald Trump

O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Tommy Pigott, anunciou que o governo de Donald Trump vai revogar os vistos de integrantes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Palestina (AP) antes da próxima Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).

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Por meio de suas redes sociais, Pigott argumentou que a decisão segue a legislação norte-americana. O governo afirma que só considerará a OLP e a AP como “parceiros de paz” se rejeitarem “completamente o terrorismo” e abandonarem a busca de reconhecimento unilateral de um “Estado hipotético”.

“Ambas as ações contribuíram materialmente para a recusa do Hamas em libertar seus reféns e para o colapso das negociações de cessar-fogo em Gaza”, diz trecho do comunicado norte-americano.

Com a decisão, autoridades como Mahmoud Abbas, presidente da AP, ficam impedidos de viajar a Nova York para discursar no encontro anual da ONU.

EUA já haviam aplicado sanções contra OLP e AP

Em julho, a Casa Branca já havia anunciado sanções às duas organizações. A decisão foi uma resposta à política conhecida como pay-to-slay, que paga salários às famílias de terroristas envolvidos em ataques contra israelenses.

O governo norte-americano, na ocasião, justificou a medida com base em duas legislações. São elas o Ato de Cumprimento dos Compromissos da OLP de 1989 e o Ato dos Compromissos pela Paz no Oriente Médio de 2002.

+ Leia também: “EUA bloqueiam vistos de líderes da OLP e da Autoridade Palestina”

“A OLP e a Autoridade Palestina estão promovendo iniciativas contrárias às resoluções 242 e 338 do Conselho de Segurança, internacionalizando o conflito com Israel por meio de ações em tribunais como o TPI e a CIJ”, escreveu o Departamento de Estado.

Gideon Saar, ministro de Relações Exteriores de Israel, reagiu nesta sexta-feira, 29, e agradeceu aos EUA pela decisão contra as autoridades palestinas. O anúncio ocorre um mês antes da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas.

+ “Dinamarca se recusa a acolher pacientes palestinos vindo de Gaza por ‘risco de segurança nacional'”

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4 comentários
  1. Luiz Renato
    Luiz Renato

    Seria ótimo que se estendesse àqueles no Brasil que apoiam grupos terroristas.

    1. Rubens Mário Mazzini Rodrigues
      Rubens Mário Mazzini Rodrigues

      Parafraseando o Xandão: “Ainda há muito vistos pra revogar e muita Magnitsky pra aplicar”.

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