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EUA promovem missão médica no Paraguai

Enquanto pune o Brasil por fraudes no programa Mais Médicos, criado pelo PT, governo Trump financia missão humanitária no país vizinho

Médico dos EUA em visita a um consultório odontológico em região popular do Paraguai | Foto: Reprodução/Redes sociais
Médico dos EUA em visita a um consultório odontológico em região popular do Paraguai | Foto: Reprodução/Redes sociais

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou, nesta quarta-feira, 13, a revogação dos vistos de entrada de dois brasileiros e de seus familiares. Os norte-americanos os acusam de participação em um esquema de trabalho forçado no Mais Médicos. O governo federal criou o programa em 2013, sob a gestão da petista Dilma Rousseff.

Enquanto intensificam uma relação punitiva ao Brasil por razões ideológicas e éticas, os Estados Unidos adotam tom oposto em relação ao Paraguai. Aliado estratégico do governo Donald Trump na América do Sul, o país vizinho recebe a visita de militares norte-americanos para uma missão humanitária.

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EUA distribuem 16 mil óculos à população

Desde 4 de agosto, 42 médicos da Força Aérea dos EUA dedicam tempo e conhecimento para realizar consultas gratuitas, distribuir medicamentos e entregar 16 mil óculos pré-graduados, com lentes de grau preestabelecidas. Além disso, os especialistas aplicam treinamento a profissionais locais. 

Os militares participam da missão Amistad 25, que termina nesta sexta-feira, 15, na província mais populosa do Paraguai, o Departamento Central. O trabalho integra uma operação de dez semanas que já incluiu ações no Peru, Suriname e El Salvador. Em setembro, será a vez do Panamá. O Brasil não está na lista.

De acordo com o Comando Sul dos Estados Unidos, a iniciativa busca ampliar a integração regional, contribuir para a segurança e fomentar a estabilidade no Hemisfério Ocidental. Segundo a ministra da Saúde do Paraguai, Teresa Barán, o trabalho em conjunto gera resultados concretos para a população e fortalece a capacidade de atuação coordenada em situações de emergência.

Enquanto autoridades e servidores brasileiros enfrentam sanções de caráter disciplinar impostas por Washington, a vertente médica do Comando Sul reforça a presença dos Estados Unidos na América Latina, combinando diplomacia com ações efetivas de assistência humanitária e cooperação técnica.

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