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EUA planejam enviar mais de 10 mil soldados ao Oriente Médio

Movimentação militar amplia opções de Washington enquanto negociações permanecem em curso com Teerã

Exército dos EUA
Até o momento, Pentágono deslocou cerca de 5 mil fuzileiros navais para a região | Foto: Reprodução/@CENTCOM/X

O governo dos Estados Unidos planeja enviar mais de 10 mil soldados ao Oriente Médio para reforçar operações terrestres na região. O jornal Wall Street Journal divulgou as informações nesta quinta-feira, 26.

O Departamento de Defesa dos EUA avalia diferentes cenários de atuação militar. Entre os pontos estratégicos estão a Ilha de Kharg, ligada ao escoamento de petróleo iraniano, e trechos do litoral do país.

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Até o momento, o Pentágono deslocou cerca de 5 mil fuzileiros navais e milhares de paraquedistas para a região. O novo plano também prevê o envio de veículos blindados, embora ainda não haja definição sobre o destino exato das tropas.

Nos últimos dias, o presidente Donald Trump alterou mais de uma vez o prazo para uma eventual operação militar. Em 21 de março, ele afirmou que poderia “obliterar” usinas de energia iranianas caso o regime islâmico não reabrisse o Estreito de Ormuz em 48 horas.

Dois dias depois, o republicano ampliou o prazo em cinco dias e declarou que as negociações avançavam de forma positiva. Nesta quinta-feira, anunciou nova extensão, agora de dez dias, com validade até 6 de abril.

Trump afirmou que tomou a decisão a partir de um pedido da ditadura iraniana. Mediadores ouvidos pelo Wall Street Journal, no entanto, disseram que Teerã não solicitou novo prazo.

Horas antes, o presidente declarou que já não tem certeza sobre a viabilidade de um acordo. Ele também afirmou que o Irã demonstra urgência nas negociações.

Irã rejeita plano de paz dos EUA  

Os EUA apresentaram nesta semana uma proposta com 15 pontos para encerrar o conflito no Oriente Médio. O plano trata de limitações militares e do programa nuclear do Irã.

Entre as condições, Washington exige que o país abandone o desenvolvimento de armas nucleares, reduza o alcance e a quantidade de mísseis e desative instalações de enriquecimento de urânio.

+ Leia também: “Irã acusa EUA de usar civis como ‘escudos humanos’ no Golfo”

O documento também prevê o fim do apoio a grupos terroristas aliados, como o Hamas e o Hezbollah, além da criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.

Como resultado, a ditadura iraniana rejeitou a proposta. Teerã classificou o plano como excessivo e afirmou que não aceitará imposições sobre os termos para encerrar o conflito.

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