O governo dos Estados Unidos pretende ampliar o número de países com restrições de entrada em território norte-americano. O presidente Donald Trump deve conduzir a medida como parte de sua política contra migração em massa.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que a lista atual, que já inclui 19 nações, deve aumentar. “Não vou especificar o número, mas são mais de 30, e o presidente continua avaliando os países”, disse à Fox News.
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Washington ainda não informou quais nacionalidades serão incluídas nem se a restrição atingirá turistas, estudantes ou viajantes a negócios. Segundo Noem, o veto recairá sobre países que não conseguem comprovar a identidade dos próprios cidadãos ou que se negam a cooperar com os EUA em processos de deportação.
Um telegrama interno assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, indica os principais critérios para definir os novos vetos. Entre os fatores estão a emissão de documentos suspeitos, a resistência em receber cidadãos deportados e o alto índice de permanência irregular depois do vencimento dos vistos.
O telegrama também menciona o risco de envolvimento em ações terroristas e a preocupação com atividades antissemitas e antiamericanas.
O endurecimento da política migratória ganhou impulso depois da prisão do criminoso afegão que assassinou um militar da Guarda Nacional de Washington. As autoridades citaram o episódio como um exemplo de urgência em reforçar as barreiras de entrada.
EUA já aplicam restrições a cidadãos de 19 países
De acordo com o documento “Estratégia Nacional de Segurança”, publicado nesta sexta-feira, 5, “a era das migrações em massa deve chegar ao fim”. Nesse sentido, o texto afirma que o controle de fronteiras é peça central da segurança nacional norte-americana.
Atualmente, os EUA mantêm proibição total de entrada para cidadãos dos seguintes países: Afeganistão, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Mianmar, Somália, Sudão e Iêmen.
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Outras sete nações enfrentam proibição parcial: Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela.
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