Com o agravamento dos protestos contra a ditadura do aiatolá Khamenei no Irã e a intensificação da repressão à população, os EUA orientaram os cidadãos norte-americanos a deixarem o país do Oriente Médio imediatamente.
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O alerta foi divulgado nesta segunda-feira, 12, pela embaixada virtual dos EUA em Teerã, órgão subordinado ao Departamento de Estado, em meio a manifestações que já se espalham por mais de cem cidades do país desde o final de dezembro.

O comunicado oficial explica que as manifestações vêm crescendo e podem resultar em episódios violentos, com risco de prisões e ferimentos. Medidas de segurança mais rígidas, bloqueios em estradas, paralisações do transporte coletivo e interrupções da internet já ocorrem em várias regiões, diz o texto.
Segundo o aviso, “os protestos em todo o Irã estão se intensificando e podem se tornar violentos, resultando em prisões e feridos”. O regime iraniano restringiu o acesso a redes móveis, fixas e à internet nacional. As companhias aéreas continuam limitando ou cancelando voos de e para o Irã, com várias delas suspendendo suas operações até sexta-feira, 16 de janeiro, informou a Embaixada Virtual dos EUA em Teerã.
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A orientação é que cidadãos norte-americanos avaliem rotas alternativas de comunicação, estejam atentos às possíveis falhas de conectividade e considerem, se possível, cruzar fronteiras terrestres para a Armênia ou Turquia.
As manifestações contra o regime começaram em 28 de dezembro e não pararam mais. A organização Iran Human Rights, com sede na Noruega, informou nesta segunda que ao menos 648 manifestantes já morreram desde o início dos protestos.
Apesar das restrições impostas à internet na última quinta-feira, 8, circulam nas redes sociais imagens de multidões, incêndios em bens públicos e corpos de vítimas perto de hospitais, o que mostra a gravidade da situação no país.
Relações diplomáticas entre Irã e EUA
O serviço virtual criado pelo Departamento de Estado em 2011 não presta assistência consular, mas funciona como fonte de informações para norte-americanos e iranianos.
Desde 1979, depois da Revolução Islâmica e da crise dos reféns em Teerã, os EUA e o Irã não mantêm relações diplomáticas formais. A representação de interesses dos EUA no Irã ocorre via Embaixada da Suíça, enquanto o Irã utiliza a Embaixada do Paquistão nos EUA para mediar demandas.
Reação
Na segunda-feira 12, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarou que o país não deseja guerra, mas está pronto para enfrentá-la. “A República Islâmica do Irã não busca a guerra, mas está totalmente preparada para ela”, afirmou em discurso a diplomatas estrangeiros. “Também estamos prontos para negociações justas, com igualdade de direitos e baseadas no respeito mútuo.” O chanceler acusou Israel e os EUA de estimularem os protestos, enquanto a imprensa estatal tenta transmitir uma sensação de tranquilidade em Teerã.
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No domingo 11, o presidente dos EUA, Donald Trump, revelou negociações em andamento e indicou que pode tomar medidas antes de qualquer reunião. “Estamos analisando isso com muita seriedade. Os militares estão analisando isso, e estamos considerando algumas opções muito fortes. Tomaremos uma decisão”, disse Trump.
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