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EUA interceptam terceiro petroleiro em águas internacionais perto da Venezuela

Objetivo é pressionar o ditador Nicolás Maduro a renunciar

A secretária Kristi Noem, que atua no governo norte-americano, divulgou as imagens de uma das apreensões de petroleiros | Foto: Reprodução/X
A secretária Kristi Noem, que atua no governo norte-americano, divulgou as imagens de uma das apreensões de petroleiros | Foto: Reprodução/X

Os Estados Unidos realizaram, neste domingo, 21, a interceptação de mais uma embarcação em águas internacionais próximas à costa da Venezuela. Trata-se da terceira apreensão de um petroleiro nas últimas semanas e a segunda registrada apenas neste fim de semana, o que mostra a intensificação da presença naval dos EUA no Caribe.

A operação ocorre poucos dias depois de o presidente Donald Trump anunciar um bloqueio total a petroleiros sancionados que entrem ou saiam do território venezuelano. A medida integra a estratégia de pressão econômica e militar de Washington contra a ditadura de Nicolás Maduro, considerado foragido pelos EUA.

De acordo com relatos divulgados por agências de notícia internacionais, a embarcação interceptada seria o petroleiro Bella 1, de bandeira panamenha, já incluído na lista de sanções norte-americanas. O navio seguia em direção à Venezuela com o objetivo de carregar petróleo, principal produto de exportação do país.

EUA pressionam a Venezuela

Detentora das maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, a Venezuela depende da exportação da commodity para sustentar sua economia. Especialistas avaliam que o bloqueio imposto pelos EUA, se mantido, tende a reduzir drasticamente as receitas do governo venezuelano e aumentar a pressão política sobre Maduro.

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O regime de Caracas reagiu duramente às interceptações. Autoridades venezuelanas classificaram as ações como ilegais, ao acusar os EUA de “roubo” e “sequestro” de embarcações privadas em águas internacionais, além de denunciar o desaparecimento forçado de tripulantes envolvidos nas operações mais recentes.

Escalada militar no Caribe

A apreensão mais recente se soma a outras ações realizadas desde o começo de dezembro. No último dia 10, Trump afirmou publicamente que os EUA haviam capturado um navio grande porte, ao indicar que a carga permaneceria sob controle norte-americano. De lá para cá, a movimentação militar na região se intensificou, com navios de guerra e aeronaves ampliando patrulhas no entorno do litoral venezuelano.

Na sexta-feira 19, Trump declarou em entrevista que não descarta um conflito armado com a Venezuela. Pouco antes, aeronaves militares dos EUA, modelos usados para vigilância e operações de guerra, sobrevoaram áreas próximas a Caracas, segundo dados de monitoramento aéreo.

A ofensiva norte-americana provocou reações na América do Sul. Durante a cúpula do Mercosul realizada em Foz do Iguaçu, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou para os riscos de uma intervenção militar. Em discurso, afirmou que uma ação armada na Venezuela poderia gerar uma catástrofe humanitária e criar um precedente perigoso para o direito internacional. Já o presidente da Argentina, Javier Milei, manifestou apoio à pressão exercida pelos EUA contra a ditadura chavista.

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