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EUA enviam tropas para combater cartéis na América Latina

Trump colocou como prioridade a campanha contra tráfico de drogas na região; Colômbia deve ficar de fora, diz especialista a Oeste

Penitenciária Arágua, Venezuela, cartel Tren de Arágua
O Tren de Arágua teve o controle da penitenciária local | Foto: Reprodução/Ministério das Relações Exteriores da Venezuela

Os Estados Unidos (EUA) deram início ao envio de tropas para a América Latina, para enfrentar cartéis de drogas na região, segundo a Reuters.

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A agência relatou que o Departamento de Defesa deslocou forças aéreas e navais para o sul do Mar do Caribe, nesta quinta-feira, 14.

A ordem partiu do presidente Donald Trump, que, de forma secreta, determinou que o Pentágono utilize força militar contra cartéis latino-americanos. A informação, que deveria ser sigilosa, foi revelada pelo jornal The New York Times.

A movimentação dos narcotraficantes, segundo relatos de fontes ao jornal, é vista como uma ameaça à segurança dos EUA. Desta maneira, o objetivo dessas manobras é combater “organizações narcoterroristas especialmente designadas”.

Grupos no México e na Venezuela, como o Tren de Aragua e o MS-13, estariam entre os alvos. A sede do Tren era no Centro Penitenciário Aragua, conhecido como Tocorón. O local teria voltado para o controle do governo venezuelano em 2023.

Ações terrestres, navais e ataques aéreos integram as operações dos EUA. O Brasil não está incluído inicialmente no plano.

Apesar do envio, as ações ainda não foram colocadas em prática. Ainda não foi divulgada data a respeito das possíveis incursões. O Exército norte-americano já se prepara para as missões desde que foi dada a ordem presidencial.

A iniciativa foi minimizada pela presidente do México, Claudia Sheinbaum. Ela disse estar ciente do envio, mas descartou que essas operações militares ocorrerão em território mexicano.

Na opinião de especialistas, barreiras legais podem dificultar a medida. O Congresso norte-americano, pela legislação, precisa autorizar ações militares no exterior. O risco de mortes de civis ou de militares durante as operações também é outro fator impeditivo.

Além disso, esse tipo de ação pode sobrecarregar a gestão, em relação ao controle das tropas.

EUA não devem enviar tropas à Colômbia para combate de cartéis

A Colômbia, por exemplo, é um dos países que não devem ser integrados a essa lista, segundo o analista político Alejandro Villanueva Bustos, professor e Investigador da Universidad Pedagógica Nacional de Colombia, em função de situações que prejudicaram governos anteriores dos EUA, devido a acusações de violência sexual de parte dos soldados.

“Os EUA, é importante destacar, possuem muitas bases na América do Sul e na América Latina , bases no México, nas ilhas do Caribe, no Equador, por exemplo”, ressalta Bustos a Oeste.

“Mas, na Colômbia, esse tema não tem sido muito debatido. A chegada de tropas dos US Marines para combater o narcotráfico no país não desperta grande expectativa por aqui. Pelo menos na minha visão, neste governo ou no próximo ano, isso não vai acontecer na Colômbia.”

Leia mais: “Trump autoriza uso de força militar contra cartéis de drogas da América Latina”

Trump colocou como prioridade a campanha contra cartéis de drogas na América Latina. Pouco depois de tomar posse, em janeiro, começou a fazer pressão sobre governos da região para classificar como terroristas esses grupos.

A atual gestão dos EUA designou, em fevereiro, oito cartéis latino-americanos como organizações terroristas, entre elas o Tren de Aragua e o MS-13. O governo norte-americano também considera que o Brasil deveria dar essa definição a organizações como o PCC.

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1 comentário
  1. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    Por que Lula não permitiu que o PCC fosse enquadrado como organização terrorista? Em outras palavras, blindou o PCC. Será por considerar que os integrantes do narco são os seus eleitores mais fieis? Claro, quanto a isso não há dúvida. Mas deve haver algum motivo mais profundo. Um de seus ministros fez uma visita ao local mais escabroso do narcotráfico sem qualquer dificuldade. Com certeza, o clímax da grande faxina fica postergado para o final da varredura com a revelação de nomes que irão surpreender. Uma pergunta final, por que nossas fronteiras terrestres com os países sul-americanos estão praticamente desguarnecidas e a quem interessa?

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