Bombardeiros B-52 dos Estados Unidos voaram lado a lado com caças japoneses sobre o Mar do Japão nesta quinta-feira, 11. O gesto reforça o alinhamento entre os dois países diante das crescentes ameaças da China e da Rússia na região do Indo-Pacífico.
A operação ocorreu um dia depois de caças russos e chineses realizarem patrulhas conjuntas perto de ilhas ao sul do Japão. Tóquio classificou a movimentação como uma resposta agressiva à aliança de segurança entre japoneses e norte-americanos.
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Nesse sentido, o Ministério da Defesa japonês afirmou que a ação com os EUA “reafirma a forte vontade de não aceitar mudanças unilaterais no statu quo pela força”.
O apoio militar norte-americano acontece em meio à uma crise diplomática no continente asiático. Em novembro, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, ressaltou que o país poderia intervir em um eventual conflito a envolver Taiwan e seus aliados.
Pequim reagiu com hostilidade. Afirmou que a ilha é parte inegociável do território chinês e exigiu que Takaichi se retratasse. A premiê recusou. Disse que apenas reiterou uma política antiga do Japão, “embora geralmente não verbalizada”.
O silêncio do governo dos EUA até então aumentava a tensão. O presidente Donald Trump evitou comentar o caso. Segundo o Wall Street Journal, ele pediu à líder japonesa, por telefone, que não provocasse o ditador Xi Jinping.
Ação militar reafirma aliança e desafia Pequim
A presença dos B-52, acompanhados por três caças F-35 e três F-15 japoneses, serviu como recado. Washington demonstrou que não abandonará a aliança com o Japão, mesmo em meio às negociações comerciais com a China.
Pequim reagiu com mais ameaças e afirmou que poderia vetar a importação de frutos do mar japoneses. Além disso, o Ministério das Relações Exteriores da China alertou turistas chineses a evitarem o Japão. Como justificativa, citou riscos sísmicos, depois de um terremoto recente no mar ao nordeste do país.
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Nos últimos dias, aviões de combate chineses perseguiram aeronaves japonesas perto do espaço aéreo do país. Em paralelo, embarcações chinesas circularam repetidamente ao redor das Ilhas Senkaku — território controlado por Tóquio, mas reivindicado por Pequim.





































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