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EUA deixam oficialmente a OMS nesta quinta-feira

O desligamento do país provocou uma crise orçamentária na organização, levando à redução pela metade do quadro de gestão e a cortes em projetos

Groenlândia Trump
O presidente Donald Trump manifestou a intenção de retirar os EUA da OMS logo no início de seu mandato | Foto: Reprodução/Flickr

A saída dos Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde (OMS) está programada para esta quinta-feira, 22. Em comunicado, um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano afirmou que falhas da entidade em conter e compartilhar informações custaram trilhões de dólares ao país.

“O povo norte-americano já pagou mais do que o suficiente a essa organização, e esse prejuízo financeiro supera qualquer compromisso pendente com a OMS”, afirmou o porta-voz por e-mail à agência Reuters.

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Pela legislação dos EUA, o país precisa notificar a saída com um ano de antecedência e quitar dívidas pendentes, que somam US$ 260 milhões.

O presidente Donald Trump manifestou a intenção de retirar os EUA da OMS logo no início de seu mandato em 2025, por meio de uma ordem executiva. O republicano suspendeu futuros repasses de recursos e apoio ao organismo internacional.

Críticas à saída dos EUA da OMS

Durante o último ano, diversas lideranças globais de saúde, incluindo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediram que os EUA reconsiderassem a decisão.

“Espero que os EUA reconsiderem e retornem à OMS”, disse Tedros em entrevista coletiva no início deste mês. “Sair da OMS é uma perda para os EUA e para o restante do mundo.”

Leia também: “A ameaça pagã”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 303 da Revista Oeste

A OMS informou que os EUA ainda não quitaram as contribuições referentes a 2024 e 2025.

O tema será debatido pelos países-membros no conselho executivo da agência, marcado para fevereiro, segundo comunicado de um porta-voz da OMS enviado à Reuters.

Impactos

O desligamento dos EUA provocou uma crise orçamentária na OMS, levando à redução pela metade do quadro de gestão e a cortes em projetos em toda a agência.

Tradicionalmente, Washington era o maior financiador do órgão, responsável por cerca de 18% dos recursos totais, e a OMS espera demitir cerca de um quarto da equipe até meados deste ano.

A organização informou que manteve colaboração com os EUA e compartilhou informações durante o último ano, mas não está claro como será a cooperação a partir de agora.

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