O governo dos Estados Unidos não enviará representantes para a cúpula climática COP30, que ocorrerá no Brasil. Uma fonte da Casa Branca confirmou a informação à agência Reuters.
O Brasil sedia, na próxima semana, uma reunião entre chefes de Estado antes do início oficial das negociações climáticas da ONU em Belém. O evento, que terá duas semanas de duração, reunirá autoridades para debater ações contra as chamadas “mudanças climáticas”, com foco especial nas questões amazônicas.
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No início de outubro, os EUA ameaçaram impor restrições de visto e sanções a países que apoiassem proposta da Organização Marítima Internacional para reduzir emissões de gases do efeito estufa no transporte marítimo.
A iniciativa norte-americana levou a maioria dos países do órgão a adiar, por um ano, a decisão sobre um preço global de carbono para o setor.
Posição dos EUA sobre a pauta climática
A fonte da Casa Branca afirmou à Reuters que o presidente Donald Trump já detalhou sua posição sobre acordos multilaterais do clima ao discursar na Assembleia-Geral da ONU em setembro.
Na ocasião, Trump classificou a teoria das mudanças climáticas como “o maior golpe do mundo” e criticou países por políticas ambientais que “custaram fortunas”.
“O presidente está dialogando diretamente com líderes globais sobre energia, como pode ser visto nos acordos comerciais e de paz históricos, todos com forte foco em parcerias energéticas”, diz a declaração enviada à Reuters.
Leia também: “Na véspera da COP30, governo Lula beneficia usina a carvão dos irmãos Batista”, coluna de Carlo Cauti publicada na Edição 294 da Revista Oeste
A estratégia do governo Trump tem priorizado acordos bilaterais no setor energético para ampliar as exportações de gás natural liquefeito dos EUA, como nos entendimentos com Coreia do Sul e União Europeia.
Na semana passada, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que existe “espaço para grande comércio de energia entre China e Estados Unidos”, devido à demanda chinesa por gás natural, enquanto os países negociam tarifas.
“A maré está mudando”
Logo no início do mandato, Trump anunciou a saída dos EUA do Acordo de Paris, decisão que terá efeito a partir de janeiro de 2026. O Departamento de Estado também revisa a participação do país em pactos ambientais multilaterais.
Em outra frente, os EUA pressionaram países envolvidos em negociações para um tratado global contra a poluição plástica a não apoiarem limites à produção do material.
O funcionário da Casa Branca ressaltou à Reuters que “a maré está mudando” sobre a prioridade dada ao clima, citando um memorando divulgado por Bill Gates que defende um foco diferente das metas de temperatura e afirma que a mudança climática “não levará à extinção da humanidade”.
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Faz muito bem. Pura demagogia.
GO, TRUMP!!!…
Faz muito bem.
Será um desfile de hipocrisia e mentiras deslavadas..