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EUA avaliam classificar facções brasileiras como terroristas

PCC e Comando Vermelho podem entrar na lista em movimento que abre caminho para sanções e desagrada ao governo Lula

O presidente dos EUA, Donald Trump: PCC e Comando Vermelho no alvo | Foto: Reprodução/X
O presidente dos EUA, Donald Trump: PCC e Comando Vermelho no alvo | Foto: Reprodução/X

Os EUA, sob o governo de Donald Trump, avaliam classificar duas das maiores facções criminosas do Brasil como organizações terroristas. A medida pode redefinir a forma como Washington lida com o crime organizado no país e ampliar tensões diplomáticas com o governo brasileiro.

A iniciativa tem como alvo principal grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, que autoridades norte-americanas consideram organizações com atuação transnacional e presença crescente em território dos Estados Unidos. A classificação como entidades terroristas permitiria ao governo Trump aplicar sanções mais duras, bloquear ativos financeiros e ampliar instrumentos legais de combate.

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EUA: apoio de brasileiros

A proposta ganhou impulso depois da articulação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo seus filhos. O grupo defende, junto a autoridades norte-americanas, uma abordagem mais objetiva contra o crime organizado no Brasil. A movimentação ocorre em meio a um cenário de crescente alinhamento político entre Donald Trump e o núcleo conservador brasileiro.

Especialistas ouvidos pelo jornal The New York Times avaliam que a eventual classificação pode ter consequências amplas. Além de atingir financeiramente as facções, a medida poderia justificar maior envolvimento dos EUA em questões de segurança no Brasil — algo visto com cautela por parte das autoridades brasileiras, especialmente aquelas ligadas ao campo político da esquerda.

Leia também: “Brasil cancelado”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 315 da Revista Oeste

De forma oficial, o governo brasileiro resiste à classificação. Um dos argumentos é o de que legislação nacional diferencia terrorismo de crime organizado comum e não enquadra facções como grupos terroristas por ausência de motivação ideológica ou religiosa, mas apenas econômica.

Analistas também alertam para o risco de politização do tema. A associação entre crime organizado e terrorismo pode servir como instrumento de pressão geopolítica, especialmente em um momento de polarização e disputas eleitorais no Brasil.

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