O governo dos EUA autorizou, nesta quinta-feira 25, o Departamento de Justiça a solicitar a pena de morte em determinados processos federais na capital, Washington, D.C. O decreto foi assinado pelo presidente Donald Trump e representa uma mudança significativa na política criminal da cidade, onde a legislação local não previa essa punição máxima.
Pam Bondi, secretária de Justiça, anunciou que a pasta passará a requisitar sentenças capitais em mais casos federais em todo o país.
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O Departamento de Justiça, que atua como Ministério Público em crimes federais, agora pode pedir a pena de morte para delitos como terrorismo, tráfico interestadual de drogas, sequestro e crimes contra agentes federais — mesmo em Estados ou cidades onde a legislação não permite a prática.
Trump já havia manifestado o desejo de ampliar o uso da pena capital para criminosos envolvidos em ataques a policiais, militares e membros do ICE, o serviço de imigração dos EUA.
A assinatura do decreto ocorre durante uma intervenção federal em andamento na capital, que desde 11 de agosto conta com tropas da Guarda Nacional em patrulha pelas ruas, além do controle temporário da polícia local pelo governo federal.
Ampliação da pena de morte
Em um trecho do decreto, Trump afirmou que o governo tomou “várias ações bem-sucedidas para lidar com a criminalidade e proteger a segurança pública”.
“Como resultado, a criminalidade [em Washington] caiu drasticamente nas últimas semanas”, continua o documento.
Dados de agosto indicam queda de 23% nos crimes violentos em Washington. Trump ressaltou que a “implementação consistente das leis de pena de morte fará parte da continuação do trabalho”.
Gestão Trump também busca reverter decisões do governo Biden
“Se você mata alguém, um policial, um agente de segurança — pena de morte”, declarou Trump durante coletiva no Salão Oval. “Assim, espero, eles não vão fazer isso.”
Pam Bondi, presente na cerimônia, informou que o Departamento de Justiça também busca reverter decisões da gestão do ex-presidente Joe Biden que haviam retirado alguns condenados do corredor da morte.
Leia também: “A vingança da escada rolante”, artigo de Guilherme Fiuza, publicado na Edição 289 da Revista Oeste






































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