publicidade
Mundo

EUA aprovam projeto que proíbe mudança de sexo em menores de idade

Texto prevê sanções criminais a médicos e profissionais de saúde que descumprirem a norma

Congresso dos EUA: bancada republicana influi em decisão que proíbe mudança de sexo em menores | Foto: Reprodução/X
Congresso dos EUA tem maioria republicana | Foto: Reprodução/X

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (EUA) aprovou um projeto de lei (PL) que proíbe, em âmbito federal, a realização de procedimentos médicos de mudança de sexo em menores de 18 anos. A proposta registrou 216 votos favoráveis e 211 contrários. O PL vai agora para análise do Senado.

O texto estabelece principalmente a proibição de tratamentos de afirmação de gênero em crianças e adolescentes. A restrição inclui terapias hormonais e cirurgias para mudança de sexo. O projeto prevê sanções criminais a médicos e profissionais de saúde que descumprirem a norma. As penas podem chegar a vários anos de prisão. Além disso, há multas e outras penalidades administrativas.

Receba nossas atualizações

Câmara dos EUA: medidas de proteção

Defensores da proposta afirmam que a iniciativa busca proteger menores de decisões possivelmente irreversíveis antes da plena maturidade física e psicológica. Parlamentares favoráveis sustentam que cabe ao Estado estabelecer limites claros para esse tipo de intervenção médica. Eles alegam ausência de consenso científico sobre os efeitos de longo prazo desses tratamentos em crianças e adolescentes.

A aprovação ocorre em um contexto de forte polarização política nos Estados Unidos. Nos últimos anos, diversos estados norte-americanos aprovaram leis semelhantes, restringindo ou proibindo cuidados de afirmação de gênero para menores. O projeto, desse modo, busca uniformizar essas restrições em nível federal, sobrepondo-se às legislações estaduais.

Leia também: “O racismo anti-Israel”, reportagem publicada na Edição 300 da Revista Oeste

Parlamentares democratas, entidades médicas e organizações de defesa dos direitos civis afirmam que a medida representa interferência do governo em decisões médicas e familiares. Segundo esses grupos, tratamentos de afirmação de gênero se aplicam a casos específicos. Derivam sobretudo de avaliação clínica rigorosa.

Organizações de direitos LGBTQ+ alertam da mesma forma para o fato de que a criminalização dos profissionais de saúde pode levar à suspensão de atendimentos, mesmo em situações já autorizadas por famílias e equipes médicas, ampliando riscos de sofrimento psicológico entre adolescentes.

+ Leia mais notícias de Mundo na Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade