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EUA anunciam tarifas de 104% contra a China

O presidente Donald Trump havia exigido que os chineses desistissem da retaliação

Donald Trump durante o anúncio de novas tarifas para importações
Donald Trump durante o anúncio de novas tarifas para importações | Foto: Daniel Torok/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta terça-feira, 8, uma tarifa de 104% contra a China. A taxa dos EUA, confirmada pela Casa Branca à agência de notícias Reuters, deve entrar em vigor já nesta quarta-feira, 9.

A medida ocorre depois de a China não recuar nas tarifas de retaliação. O país asiático havia anunciado tarifas de 34% contra os norte-americanos, para igualar as taxas. Trump exigiu que os chineses retrocedessem na decisão até as 13h desta terça-feira.

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Durante a madrugada, o governo chinês reafirmou que não vai voltar atrás em suas medidas e afirmou estar preparado para continuar respondendo aos aumentos tarifários dos EUA. Pequim informou que, apesar das disputas, “em uma guerra comercial, não há vencedores”.

O conflito tarifário começou em 2 de abril, quando Trump anunciou tarifas sobre produtos de 180 países. A Ásia recebeu as taxas mais elevadas. A China, especificamente, enfrentou inicialmente uma tarifa de 34%, agora elevada para 104% depois do impasse.

China retalia tarifaço dos EUA

Em resposta ao tarifaço inicial de Trump, a China implementou as próprias tarifas de 34% sobre produtos norte-americanos. Como não recuou, Trump impôs tarifas adicionais de 50%, o que resulta na taxa atual de 104%.

Investidores do mercado financeiro temem que as tensões possam desencadear uma guerra comercial em larga escala, o que tem causado volatilidade nas bolsas de valores. Essa instabilidade fez com que muitos investidores se afastassem de ativos de risco, o que impactou negativamente as bolsas de valores em todo o mundo.

Leia também: “As tarifas de Trump”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 263 da Revista Oeste

Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street abriram em forte alta, mas reduziram os ganhos ao longo da tarde por causa da cautela dos investidores ante o agravamento das tensões comerciais.

De acordo com a Casa Branca, cerca de 70 nações já procuraram o governo norte-americano com o objetivo de negociar as tarifas impostas.

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7 comentários
  1. Luiz Ricardo Assis
    Luiz Ricardo Assis

    Kkkkk a pop corn está no microondas e o ice cream está no congelador para assistir esse tiro no pi eu taxump

  2. Liberta Brasil
    Liberta Brasil

    O maior importador de produtos chineses sempre foi os EUA, a china se equipou com isso em mente, na pandemia a china sofreu um enorme baque financeiro pois nao pode vender pro mundo todo pq a compra de eletronicos e bugigangas estava restrita nos países e internamente houve isolamento de funcionarios e fechamento de fabricas pelo periodo, agora na hora de voltar a crescer a china perde o maior cliente então a china vai falir. O que acontece quando um ESTADO decreta falencia?!

    1. Christian
      Christian

      A China deixará de pagar os outros países mais fracos para honrar a divida com os EUA. Simples assim…

  3. Marcos Aurélio Camilotti
    Marcos Aurélio Camilotti

    Você parece o Lula….nao esquece um minuto do Bolsonaro ….mesmo que o assunto seja bem diverso…..

  4. Marcos Aurélio Camilotti
    Marcos Aurélio Camilotti

    Os americanos criaram a cobra que virou um imenso dragão chinês. Como os chineses são comunistas mas não são burros, assim como mais de 70 países procuraram a Casa Branca para negociar, alguns aceitando zerar as tarifas, os chineses provavelmente farão o mesmo. São poderosos mas dependem visceralmente do mercado americano.

  5. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Ou seja, escolha, ou made in usa, ou made in china.

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