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Estudo no Chile mostra que vacinados com CoronaVac têm baixa quantidade de anticorpos

Pesquisa apresenta dados sobre a resposta imune dos vacinados — o que, pelo menos agora, não foi divulgado pelo Instituto Butantan

coronavac
SP - CORONAVÍRUS/VACINA/CORONAVAC/SP/DORIA/EFICÁCIA - GERAL - O governo de São Paulo informou nesta quinta-feira ao Estadão/Broadcast que testes com a Coronavac, vacina contra covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan e a chinesa Sinovac, apresentaram até 100% de eficácia em pacientes que foram imunizados e que pudessem desenvolver casos graves e moderados da doença. O porcentual também foi observado em pacientes que seriam internados em hospitais com a covid-19. Para os pacientes imunizados que desenvolveriam casos leves da doença, ou aqueles que passariam por ambulatórios, a eficácia é de 78%. Os resultados finais dos testes com a Coronavac serão divulgados às 12h45, no Instituto Butantan, pelo governador João Doria (PSDB) e representantes do governo paulista e da empresa chinesa. A vacinação em São Paulo está prevista para ter início em 25 de janeiro. 07/01/2021 - Foto: Adriana Toffetti/A7 Press/Estadão Conteúdo

Um estudo conduzido por pesquisadores chilenos e da Sinovac — laboratório chinês que produziu a CoronaVac, vacina aplicada também no Brasil — indica que as pessoas vacinadas com o imunizante desenvolveram anticorpos para a covid-19, mas em baixa quantidade. As informações foram publicadas pelo biólogo Fernando Reinach em sua coluna deste sábado, 3, no jornal O Estado de S.Paulo.

Leia mais: “Butantan entrega mais 3,4 milhões de doses da CoronaVac”

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Os dados coletados fazem parte dos estudos de fase 3 da CoronaVac no Chile e ainda são preliminares (clique aqui para ler o estudo). Dele participaram 434 pessoas, mas as análises de imunogenicidade foram feitas em apenas 190 voluntários. Destes, 173 tinham de 18 a 59 anos, e 17, 60 anos ou mais. Entre os mais jovens, 132 receberam a CoronaVac, e 41, um placebo. Entre os mais velhos, 14 receberam a vacina, e três, o placebo. A pesquisa apresenta dados sobre a resposta imune dos vacinados — o que, pelo menos até o momento, não foi divulgado pelo Instituto Butantan, que produz a vacina chinesa no Brasil.

Leia também: “ButanVac é alternativa no caso de a vacina chinesa ser ineficaz”

“Os cientistas mediram a presença de anticorpos neutralizantes, aqueles que são capazes de bloquear a entrada do vírus na célula humana. A CoronaVac também é capaz de gerar esses anticorpos tanto em jovens como em pessoas mais velhas, mas a quantidade gerada é muito baixa pois eles deixam de ser detectados se o soro for diluído mais do que 16 vezes”, aponta Reinach. “Os cientistas tentaram medir a resposta das células T em pessoas vacinadas, mas os resultados, apesar de positivos, não parecem ser suficientes para concluir que a CoronaVac produz uma resposta celular potente”, prossegue o biólogo.

“A conclusão é a de que os vacinados no Chile com a CoronaVac possuem os anticorpos necessários para combater o Sars-CoV-2, mas em baixa quantidade, o que está de acordo com a baixa eficácia da vacina (50%). Essa baixa quantidade de anticorpos também deixa em aberto a possibilidade de a CoronaVac ser menos eficaz, ou mesmo ineficaz, contra as novas variantes.”

Leia também: “Governo distribui mais 5 milhões de vacinas e pede que todas sejam usadas na primeira dose”

Em seu texto, Reinach também afirma: “O resultado que chama a atenção é que a CoronaVac não gera anticorpos contra a proteína N, apesar de essa proteína estar presente na vacina. Esses anticorpos são produzidos em abundância quando as pessoas são infectadas pelo Sars-CoV-2”. Ele explica: “Anticorpos contra a proteína N são os anticorpos medidos nos ensaios sorológicos para saber se uma pessoa já foi infectada. Não se sabe o papel desses anticorpos na proteção contra o vírus. De prático, isso significa que os testes sorológicos de rotina não são capazes de identificar pessoas que tomaram a CoronaVac”.

Reinach encerra o artigo ressalvando que “de qualquer modo, a CoronaVac é segura e, apesar dessas características, deve ser tomada por todos assim que possível”. “No futuro, ela provavelmente será substituída por vacinas que oferecem maior proteção”, finaliza.

Leia também: “O que o setor privado pode fazer pela vacinação”, reportagem de Paula Leal publicada na Edição 54 da Revista Oeste

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20 comentários
  1. erika
    erika

    Não, não é o que temos no momento visto que exitem vacinas com taxas mais altas de proteção. O que temos no momento são sim governadores e prefeitos politiqueiros e corruptos que estão levando sua parte com toda a crise da pandemia. Uma VACINA que prometia 98% de eficácia em casos graves, é inadmissível que estejam morrendo pessoas 30, 40 dias após a 2a dose de Covid. Fomos lesados!

  2. Paulo Mascarin
    Paulo Mascarin

    em tempo, muitos lacradores por aqui né!!! defensores da Vachina, tô fora! prefira tratamento precoce, suas chances aumentam mais do que a ineficácia dessa porcaria de vachina…

  3. Paulo Mascarin
    Paulo Mascarin

    Infelizmente é mais uma produção FakeNews dessa turminha de políticos, “loucos pelo Poder”, temos caso na família (minha mãe), tomou a segunda dose à mais de 35 dias e acabou de ser internada por Covid19 , expliquem porque no Município de Serrana-SP onde estão testando toda a população, em março foi record de óbitos na cidade…sempre irão te dar uma resposta, mas não acreditem…corremos perigo gente!!!

  4. José Alexandre lamiz bezerra
    José Alexandre lamiz bezerra

    Mas é a única que no momento possuímos para vacinação em larga escala, não há opções, ou usa coronavac ou a tragédia pode ser muitíssimo maior.

    1. Berna
      Berna

      Pois é. Ainda bem que o Povo Brasileiro tem a vacina CoronaVac. Se dependesse de Bolsonaro, não teria.

  5. José Sanabria
    José Sanabria

    O que está escrito nesta reportagem não é totalmente verdadeiro. A conclusão do trabalho não é que “apesar dos resultados, a vacina deve ser tomada.” Vou transcrever o último parágrafo do trabalho em inglês, e depois traduzido para o português.

    Em inglês:
    In summary, immunization with CoronaVac is safe and induces robust humoral and
    cellular responses, characterized by increased antibody titers against the S1-RBD with
    neutralizing capacities, and the production of T cells that are specific for several SARS-CoV-2 antigens and were characterized by the secretion of Th1 cytokines.
    Em português.
    Em resumo, a imunização com CoronaVac é segura e induz respostas humorais e celulares robustas, caracterizadas por títulos de anticorpos aumentados contra o S1-RBD com capacidades de neutralização e a produção de células T que são específicas para vários antígenos SARS-CoV-2 e foram caracterizadas pela secreção de citocinas Th1.

    EM NENHUM MOMENTO NA CONCLUSÃO É FALADO “APESAR DESSAS CARACTERÍSTICAS”.

    1. Marcio Roberto
      Marcio Roberto

      Parabéns pelas observações, realmente alguns meios de comunicação estão induzindo ao erro de interpretação e informação ao público em geral, não trazem de nda positivo diante da situação atual.

      1. MARCELO RICCI
        MARCELO RICCI

        As informações aqui contidas nesta matéria, não condiz com os resultados da pesquisa.

  6. Fernando Cruz
    Fernando Cruz

    Já faz vários meses que as informações correm por todos os cantos, mas os ignorantes e mal-intencionados seguem sua cruzada de morte. A eficácia da vacina sempre foi de 51% para EVITAR contágio, mas é 100% eficaz para evitar os casos graves de internação e UTI. Inacreditável que ainda sigamos com essa conversa. A pesquisa chilena só confirmou o que se sabe desde o início.

    1. Berna
      Berna

      Exatamente. Há quem queira menosprezar a vacina CoronaVac dizendo se tratar de uma vacina chinesa, assim como Bolsonaro fez, mas por diversas vezes, induzindo o Povo ao erro, além de ter minimizado a pandemia mundial, sempre se aglomerando, sem uso de máscaras.

    2. CARLOS EDUARDO DE SOUZA RODRIGUES
      CARLOS EDUARDO DE SOUZA RODRIGUES

      Boa noite, você diz que ela é 100% eficaz para evitar casos graves de internação e UTI, mas veja o caso abaixo descrito pelo Paulo Mascarin: sua mãe tomou a segunda dose há 35 dias e se internou. Sabe-se que há casos de outras pessoas que faleceram mesmo tomando as duas doses.
      Não questiono sua lógica de segregação dos tipos de eficácia (evitar contágio/evitar casos graves). Mas, para o último caso, será que ela realmente tem 100% de eficácia?

  7. Davilson Gomes Miranda Jr
    Davilson Gomes Miranda Jr

    Vacina chinesa do Agripino que está salvando vidas, conta outra ditador da calça apertada.

    1. Berna
      Berna

      Teresa Guzzo esclareceu brilhantemente.
      Por acaso, você não leu o comentário?

  8. Teresa Guzzo
    Teresa Guzzo

    Bem minha gente é o que temos para o momento.A vacina da gripe que é produzida pelo Butantan e que tomamos todos os anos através do SUS, também tem cinquenta por cento de eficácia.Desde que passei a ter acesso a ela nunca peguei sequer um simples resfriado.Talvez teremos que tomar outras doses como reforço,mas o tempo dirá.Por enquanto é o que temos.

  9. FABIO GIOCONDO
    FABIO GIOCONDO

    Pra surpresa de ninguém, a Xingling frustra de alguma maneira seus usuários……
    Credibilidade não se encontra nas prateleiras chinesas!!!

      1. Flávio Teixeira
        Flávio Teixeira

        Nada contra a vc se vacinar mas o Butantã já está vindo com outra vacina e que o Dória cometeu uma gafe com relação a eficácia da vacina existem fatos e relatos de contaminação pelo vírus para quem tomou essa vacina espero pela pfiser, jonhson e Oxford pois tem mais eficácia

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