A escalada das tensões no Mar Báltico empurrou a Estônia para o centro de um novo confronto diplomático com Moscou. Neste domingo, 21, o governo estoniano anunciou que vai convocar uma reunião de emergência no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) depois de múltiplas violações do espaço aéreo por aeronaves russas.
O alerta internacional veio depois que três jatos MiG-31 da Força Aérea russa cruzaram o céu do Golfo da Finlândia. No mesmo dia, a Alemanha enviou dois caças Eurofighter para interceptar um avião de reconhecimento russo Il-20M. A aeronave voava com os transponders desligados e ignorava comunicações sobre o Báltico.
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Como resultado, a Estônia solicitou formalmente a ativação do Artigo 4 da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O instrumento permite consultas entre os membros em caso de ameaça à integridade territorial de um dos aliados. O ministro das Relações Exteriores estoniano, Margus Tsahkna, classificou as ações russas como parte de um “padrão amplo de escalada regional e global”.
A Estônia também acusou Moscou de agir “descaradamente” ao cruzar os limites da Polônia e da Romênia, em ações vistas como testes deliberados à capacidade de resposta da aliança atlântica. O presidente da Letônia, Edgars Rinkēvičs, ressaltou que provocações sucessivas da Rússia podem levar a um “conflito sério”.
Europa teme novo foco de conflito enquanto ajuda à Ucrânia perde fôlego
Nos bastidores, governos europeus expressam preocupação com a possibilidade de o Ocidente desviar o foco da guerra na Ucrânia. O ministro da Defesa da Estônia, Hanno Pevkur, avaliou que Moscou busca exatamente esse efeito: reduzir o apoio a Kiev e forçar os aliados a se ocuparem com a segurança do próprio território.
Na semana passada, mais de 15 drones russos caíram na Polônia. O ministro polonês Radosław Sikorski descreveu os episódios como parte de uma “hostilidade gradual” do Kremlin, que tenta sondar os limites da reação ocidental.
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Segundo o jornal britânico The Guardian, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “defenderia” os países membros da União Europeia contra eventuais agressões de Moscou. O republicano disse não ter sido informado previamente sobre a violação aérea russa, mas que “não gostou” do ocorrido.
Ao mesmo tempo, o presidente da República Tcheca, Petr Pavel, apelou por uma resposta firme e unificada da Otan. Em suas palavras, “ceder ao mal é simplesmente impossível”. Para ele, o atual cenário se assemelha a um “equilíbrio à beira do conflito”.






































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