O Ministério das Relações Exteriores da Espanha anunciou que fornecerá ajuda humanitária a Cuba por meio da Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa ocorre em meio à profunda crise econômica enfrentada pela ilha, agravada supostamente por pressões externas e pela escassez de recursos básicos.
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, 16, a pasta informou que o auxílio será composto por alimentos e suprimentos essenciais de saúde. No entanto, o governo espanhol não detalhou o valor da ajuda nem apresentou um cronograma para o envio dos itens.
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Espanha: críticas aos EUA
O acerto foi firmado depois de uma reunião entre o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, e o chanceler cubano, Bruno Rodríguez. O encontro ocorreu em Madri, durante uma breve escala do diplomata cubano após viagens oficiais à China e ao Vietnã.
Em nota, Rodríguez afirmou que o diálogo com o governo espanhol reforça o compromisso de ampliar a cooperação política, econômica e comercial entre os dois países. Segundo ele, esse esforço ocorre em um contexto internacional considerado complexo, marcado por tensões e pelo que classificou como aumento da pressão dos Estados Unidos contra Cuba.
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A Espanha é governada pelo premiê socialista Pedro Sánchez, cuja administração mantém interlocução diplomática com Havana em meio ao agravamento da situação interna da ilha. Cuba enfrenta uma severa crise energética, intensificada pela interrupção no fornecimento de petróleo da Venezuela.
Além disso, o país convive com ameaças de Washington de impor tarifas a nações que comercializem petróleo com o regime cubano. O cenário tem provocado impactos diretos no cotidiano da população, que há quase 70 anos vive sob uma ditadura socialista, vista por parte da comunidade internacional como principal fator pelo aumento da pobreza e da ausência de desenvolvimento econômico e social.
Diante da escassez de combustível, o governo cubano adotou medidas emergenciais. Entre elas, estão a restrição na venda de combustíveis e a redução do transporte público, já bastante comprometido pela crise prolongada.
A situação econômica também tem sido marcada por apagões frequentes e pela falta de alimentos e medicamentos, ampliando as dificuldades enfrentadas pela população.
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