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'Escola sem ideologia' pode virar realidade na Polônia

Governo de direita propõe reformulação da sociedade

escola sem ideologia
Foto: włodi/Flickr

A Polônia articula-se para estabelecer uma “escola sem ideologia”. Na quinta-feira 13, o Parlamento do país aprovou uma lei fortalecendo os poderes do Executivo na supervisão escolar, hoje exercida por governos regionais. O texto também amplia a autoridade do Estado sobre as escolas particulares.

Entre outros pontos, o texto prevê demissão sumária, após apenas uma advertência, para diretores de escolas que não implementarem as decisões do Executivo. Além disso, para que uma ONG organize eventos em colégios, deve apresentar um plano detalhado ao diretor, com dois meses de antecedência.

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“Eles politizaram as escolas, queremos despolitizá-las”, disse o ministro da Educação da Polônia, Przemysław Czarnek, ao se referir à esquerda, segundo noticiou a agência de notícias alemã Deutsche Welle, nesta quarta-feira, 19. Há seis anos, a direita governista busca a reestruturação centralizada do Estado.

Segundo Czarnek, a oposição contaminou o setor. O integrante do Poder Executivo argumentou ainda que os alunos precisam de um Estado forte. Conforme o ministro, a autoridade supervisora educacional tem de garantir que o conteúdo das aulas em todas as escolas seja “igual e não desmoralizante”.

A lei aprovada no Parlamento sucede um dos primeiros passos do governo na proposta de remodelar a educação. Com o início do novo ano letivo, em setembro deste ano, a disciplina “História e Presente” (com foco no passado e no patriotismo) deve substituir as atuais aulas sobre sociedade e Estado.

“Estamos prontos para reconquistar gerações de poloneses jovens e ignorantes da história”, declarou o ministro da Educação Czarnek, em outubro passado.

Leia também: “A geração das crianças traídas”, reportagem publicada na Edição 82 da Revista Oeste

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3 comentários
  1. Anderson Galvão
    Anderson Galvão

    Isso é um tiro no pé. Talvez esteja errado, mas o Estado centralizar para defender é algo muito ruim. Primeiro que o governo de direita não será para sempre; segundo é melhor deixar as escolas decidirem seu currículo ou ensino e através de um teste medir a escolaridade de cada instituição.

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