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Empresas do Vale do Silício aumentam medidas de segurança depois de caso de espionagem chinesa

O país oriental estaria extraindo informações privilegiadas das companhias norte-americanas por meio de colaboradores

Imagem da sede da Apple no Vale do Silício
Estados Unidos controla exportação para evitar que sua tecnologia seja roubada pela China | Foto: Reprodução/Wikipedia

Empresas do Vale do Silício, na Califórnia, aumentaram as medidas de segurança na hora de contratar novos funcionários. As autoridades dos Estados Unidos temem espionagem industrial da China.

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Acredita-se que o país oriental esteja extraindo informações privilegiadas das companhias norte-americanas por meio de colaboradores. Funcionários do Google e da OpenAI afirmaram que ambas as empresas reforçaram o processo de triagem para efetuar novas contratações.

A Sequoia Capital, empresa de capital de risco, também incentivou algumas companhias do seu portfólio a reforçar as medidas de segurança. Uma das startups da Sequoia é a xAI, do empresário Elon Musk.

A pressão geopolítica dos Estados Unidos fez com que a companhia dividisse o setor chinês depois de quase duas décadas.

Alex Karp, CEO da Palantir, afirmou que a espionagem chinesa em empresas de tecnologia é um “grande problema”. A empresa vale mais de US$ 50 bilhões e analisa dados voltados à indústria de defesa dos EUA.

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O executivo disse que a atenção para empresas de software empresarial, grandes modelos de linguagem e sistemas de armas de fogo deve ser redobrada.

“Temos adversários inteligentes”, afirmou Karp. “Nossos inimigos são culturas antigas lutando pela sobrevivência, não apenas agora, mas pelos próximos mil anos.”

Tensão diplomática entre os Estados Unidos e a China

A capital dos Estados Unidos, Washington, e da China, Pequim, trava uma crescente batalha estratégica. Os EUA controlam o avanço de exportação para evitar que a China tenha acesso a tecnologias de ponta — inteligência artificial e chips, por exemplo.

No entanto, existe preocupação sobre o crescimento de casos de xenofobia nas corporações norte-americanas, em virtude da forte presença de colaboradores com ascendência asiática.

H.R. McMaster, ex-conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos, afirmou que a ameaça de inteligência da China é “absolutamente real e persistente”. 

“As empresas com as quais converso e trabalho estão muito cientes disso agora e estão fazendo tudo o que podem para mitigar”, afirmou McMaster.

Os Estados Unidos sofrem com casos de espionagem chinesa há muitos anos. Em março, promotores norte-americanos acusaram um ex-engenheiro de software do Google de roubar segredos comerciais de inteligência artificial. Ele, supostamente, trabalhava secretamente para duas empresas chinesas.

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