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Emirados Árabes buscam autorização da ONU para abrir Estreito de Ormuz

País, que sofreu ataques do Irã, é o 1º da região a considerar participação militar direta ao lado dos Estados Unidos e aliados

Xeique Maomé bin Zayed Al Nahyan, dos Emirados Árabes Unidos, e o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington DC, em maio de 2017
Xeique Maomé bin Zayed Al Nahyan, dos Emirados Árabes Unidos, e o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington DC, em maio de 2017 | Foto: Divulgação/Casa Branca/Shealah Craighead

Os Emirados Árabes Unidos buscam uma movimentação diplomática para autorizar, por meio de uma resolução no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), a abertura forçada do Estreito de Ormuz.

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A medida evidencia uma mudança estratégica na política do Golfo. O país, que sofreu ataques do Irã, se posiciona como o primeiro da região a considerar participação militar direta ao lado dos Estados Unidos e de aliados.

Fontes do governo emiradense relataram que autoridades locais têm solicitado a Washington e a países militares da Europa e da Ásia a formação de uma coalizão voltada para garantir o livre acesso ao estreito. Um representante do país avaliou que o Irã, ao se sentir ameaçado, busca controlar o fluxo marítimo para pressionar a economia global.

Possível envolvimento militar dos Emirados Árabes

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Bandeira da ONU | Foto: Reprodução/Freepik

Em relação ao envolvimento militar, autoridades dos Emirados Árabes Unidos analisam meios de contribuir para a segurança na região. Entre eles, remoção de minas e apoio logístico. Há também sugestões para que os Estados Unidos ocupem ilhas estratégicas, como Abu Musa, atualmente sob domínio iraniano e reivindicada pelo país há cerca de 50 anos.

O Ministério de Relações Exteriores dos Emirados citou resoluções da ONU e da Organização Marítima Internacional que condenam os ataques iranianos e o bloqueio do estreito. O órgão ressaltou haver “amplo consenso global de que a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz deve ser preservada”, conforme nota oficial.

Leia mais: “A nova afronta de Lula aos EUA”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 314 da Revista Oeste

Outros países do Golfo, como Arábia Saudita e Bahrein, também adotam postura mais crítica contra o Irã. Eles desejam a continuidade do conflito até que haja o enfraquecimento ou a deposição do regime iraniano, segundo fontes árabes. Bahrein, aliado dos EUA e anfitrião da Quinta Frota, patrocina a resolução que será votada nesta quinta-feira, 2.

Mudança de postura histórica dos Emirados

Oficiais do Golfo destacam que a decisão dos Emirados representa uma inflexão histórica, já que Dubai, principal polo comercial do país, historicamente manteve relações econômicas com o Irã. Antes do conflito, diplomatas emiratis atuaram como mediadores, inclusive ao receber Ali Larijani, oficial iraniano que morreu em ataque aéreo.

Atualmente, os Emirados acompanham a pressão do presidente Donald Trump, que defende maior participação dos aliados na guerra, especialmente para garantir o acesso ao Estreito de Ormuz. Segundo reportagem do Wall Street Journal, Trump afirmou a assessores que aceitaria encerrar o conflito sem reabrir o estreito, delegando a tarefa a outros países.

A decisão dos Emirados de se envolver diretamente no confronto com o Irã pode trazer consequências duradouras para a região. O envolvimento militar pode acirrar as tensões mesmo depois do fim da guerra, alertam especialistas.

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1 comentário
  1. Lafaiete Nogueira De Marco
    Lafaiete Nogueira De Marco

    “…emiradense” pode estar correto, mas é um HORROR!

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