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Em novo livro, papa refuta rumores de renúncia e diz estar bem de saúde

Na obra, de 303 páginas, Francisco explora sua trajetória em Buenos Aires, sua carreira como bispo na Argentina e as decisões marcantes tomadas como líder da Igreja

Papa Francisco
O Papa Francisco durante a audiência geral semanal na Praça de São Pedro, no Vaticano, (4/12/2024) | Foto: Reuters/Yara Nardi

O papa Francisco, que completou 88 anos em dezembro, solicitou recentemente que um assessor lesse um discurso importante. Ele não conseguiu apresentá-lo pessoalmente por causa de um resfriado. No entanto, assegurou, em um novo livro, que se sente bem e não pretende renunciar à liderança da Igreja Católica.

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“Estou bem”, declarou o pontífice na autobiografia lançada em mais de cem países. “A realidade é, muito simplesmente, que estou velho.”

Apesar de usar uma cadeira de rodas com frequência por causa de dores nos joelhos e nas costas, Francisco enfatizou: “A Igreja é governada com uso da cabeça e do coração, não das pernas”.

O papa Francisco nasceu na Argentina e é o primeiro pontífice latino-americano. Ele lidera a Igreja Católica desde 2013 e representa cerca de 1,4 bilhão de fiéis. Nos últimos anos, enfrentou desafios de saúde, como uma cirurgia, em 2021, para tratar uma diverticulite e outra, em 2023, para reparar uma hérnia. Além disso, contraiu gripe em várias ocasiões recentes e sofreu com problemas associados.

O papa escreveu sua autobiografia

Na autobiografia, intitulada Esperança, Francisco abordou as frequentes especulações sobre sua possível renúncia.

“Cada vez que um papa fica doente, os ventos de um conclave sempre parecem estar soprando”, comentou, ao se referir à reunião de cardeais que elege o próximo pontífice. Ele garantiu que, nem mesmo durante os dias de recuperação, considerou abandonar o cargo.

O papa Francisco descreveu com mais detalhes sua história desde a infância até a vida adulta | Foto: Reprodução/Agência Lusa
O papa Francisco descreveu com mais detalhes sua história desde a infância até a vida adulta | Foto: Reprodução/Agência Lusa

O livro, com 303 páginas, explora sua trajetória em Buenos Aires, sua carreira como bispo na Argentina e as decisões marcantes tomadas como líder da Igreja. A obra foi planejada inicialmente para ser lançada postumamente, mas o pontífice decidiu antecipar a publicação para coincidir com o Ano Santo Católico. Este ano aborda o tema da esperança.

Entre as decisões recentes defendidas na obra, destaca-se a autorização para padres abençoarem casais do mesmo sexo.

“São as pessoas que são abençoadas, não os relacionamentos”, diz o papa. “Todos na Igreja são convidados [para uma bênção], incluindo pessoas divorciadas, incluindo pessoas homossexuais, incluindo pessoas transgênero. A homossexualidade não é um crime, é um fato humano.”

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