O eletricista Leonardo dos Santos, natural de Ilha Solteira, no interior de São Paulo, morreu em combate na Guerra da Ucrânia. Ele morreu em 26 de dezembro, depois de ser atingido por uma granada durante um ataque russo e contrair uma infecção em decorrência dos ferimentos.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria, Comércio de Energia no Estado de Mato Grosso do Sul, Leonardo dos Santos atuou em uma concessionária de energia do Estado antes de seguir para o conflito no leste europeu. As informações foram divulgadas primeiramente pelo portal G1.
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O sindicato divulgou nota de pesar lamentando a morte. Segundo o comunicado, Leonardo deixou a concessionária para se voluntariar na Ucrânia. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que apura o caso junto às autoridades locais. A pasta confirmou ter sido procurada pela família, por meio do serviço consular, para tratar dos trâmites de traslado do corpo ao Brasil.
Itamaraty desaconselha alistamento na Guerra da Ucrânia
Em julho, o Itamaraty emitiu um alerta desaconselhando o alistamento voluntário de brasileiros em forças armadas estrangeiras em contextos de conflito armado. Segundo o MRE, tem aumentado o número de brasileiros mortos em guerras ou que enfrentam dificuldades para deixar as zonas de combate.
Diante desse cenário, a pasta recomenda que propostas de trabalho com finalidade militar sejam recusadas. O Itamaraty alerta que a assistência consular pode ser “severamente limitada” pelos contratos firmados entre voluntários e forças armadas de outros países.
A guerra na Ucrânia começou em fevereiro de 2022, quando o presidente russo Vladimir Putin autorizou uma invasão do território ucraniano. Desde então, o conflito deixou milhares de mortos, milhões de refugiados e intensificou os combates, sobretudo nas regiões leste e sul do país.
A Ucrânia recebe apoio militar, financeiro e humanitário de países ocidentais, como Estados Unidos e União Europeia, enquanto a Rússia enfrenta sanções econômicas internacionais. Apesar das negociações em curso, não há perspectiva concreta para o encerramento da guerra.
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