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El Niño: ONU alerta para temperaturas recordes

Entidade afirma que fenômeno climático deve durar ao longo de todo o segundo semestre de 2023

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Brasil: calor em pleno inverno | Foto: Reprodução/Freepik

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), divisão da Organização das Nações Unidas (ONU), demonstra preocupação com o início de mais uma temporada do El Niño, que conta com elevação de temperaturas. De acordo com a entidade, o fenômeno climático vai durar pelo decorrer dos próximos meses.

Conforme material divulgado pela OMM, o novo El Niño deve permanecer ativo até o fim deste ano. Ou seja, a expectativa do órgão vinculado à ONU é de que o fenômeno dure por pelo menos seis meses.

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A expectativa, ao menos por ora, é de um El Niño com força moderada. Determinadas áreas do mundo, no entanto, podem sofrer com os efeitos do fenômeno climático. Dessa forma, recordes de temperaturas devem ser registrados pelo decorrer dos próximos meses.

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“O início do El Niño aumentará muito a probabilidade de quebrar recordes de temperatura”, afirma o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, conforme informa o site Um Só Planeta. “Deve. assim, provocar mais calor extremo em muitas partes do mundo e no oceano.”

Nesse sentido, a divisão climática da ONU acredita que haverá mais chuvas em partes da América do Sul. A mesma condição, a saber, deve ocorrer nos Estados Unidos, na Ásia Central e na região conhecida como Chifre da África. Todavia, a previsão do tempo indica secas severas na Austrália, na Indonésia, na América Central e em determinadas localidades da América do Sul.

El Niño, ONU e risco de furacão

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El Niño está associado ao aumento das temperaturas globais | Foto: Freepik

A divisão climática da ONU ainda destaca que a presença do El Niño na altura da linha do Equador no Pacífico pode ajudar na formação de furacões no centro-leste do oceano. Enquanto isso, a expectativa é de ausência de furacões na altura da Bacia do Atlântico.

Leia mais: “El Niño deixa o agronegócio brasileiro em alerta”

“A declaração de um El Niño pela OMM é o sinal para os governos de todo o mundo mobilizarem os preparativos para limitar os impactos dele em nossa saúde, nossos ecossistemas e nossas economias”, afirmou, assim, Taalas. “Antecipar-se aos eventos climáticos extremos associados a esse grande fenômeno climático é vital para salvar vidas e meios de subsistência”, pediu, por fim, o executivo.

Leia também: “Alerta: ciclone extratropical deve atingir litoral brasileiro no fim de semana”

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