O confronto entre Egito e Irã, válido pela última rodada do Grupo G da Copa do Mundo de 2026, ganha destaque não só por seu caráter potencialmente decisivo, mas também em razão de uma polêmica extracampo. O comitê organizador local de Seattle, cidade anfitriã da partida, nomeou o duelo como “Jogo do Orgulho LGBTQIA+”, para destacar a diversidade em meio ao torneio internacional.
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Marcada para o dia 27 de junho, a partida ocorrerá durante o fim de semana da parada LGBTQIA+ em Seattle. A decisão de associar o jogo à celebração do orgulho homossexual partiu dos organizadores locais e não tem vínculo com a Fifa.
A escolha estava definida antes mesmo do sorteio dos grupos, que, na última sexta-feira, 5, colocou Egito, Irã, Bélgica e Nova Zelândia na mesma chave.
Repercussão negativa entre Egito e Irã

Tanto Egito quanto Irã apresentam posturas rígidas em relação à homossexualidade. No Egito, relações entre pessoas do mesmo sexo podem ser criminalizadas sob “leis de moralidade pública”. Já no Irã, a legislação prevê até pena de morte para atos homossexuais, de acordo com a sharia.
A nomeação do “Jogo do Orgulho” gerou reação negativa dos países envolvidos. O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, afirmou nesta terça-feira, 9 que “é uma decisão irracional que favorece um grupo em particular”. Ele também declarou que “nós, Irã e o Egito, nos opomos a essa decisão”, segundo a agência Isna.
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A emissora estatal do Irã informou que o país pretende contestar a decisão na Fifa. No Egito, a federação local também manifestou descontentamento, conforme reportado pela imprensa local. Embora não haja proibição explícita, o Egito costuma punir relações homoafetivas com base em leis contra a “depravação”.
Contexto histórico e rusga antes do sorteio da Copa
Esta será a sétima participação do Irã na Copa do Mundo. O torneio de 2026 será organizado por Estados Unidos, Canadá e México. Atualmente, Irã e Estados Unidos não mantêm relações diplomáticas desde 1980, após a crise dos reféns em Teerã, ocorrida depois da Revolução Islâmica.
O Irã havia anunciado um boicote ao sorteio dos grupos por causa de uma recusa dos Estados Unidos em conceder vistos à delegação iraniana. Apesar disso, o técnico Amir Ghalenoei e mais um ou dois representantes estiveram presentes.






































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