Informações divergentes sobre o número de presos em manifestações no Irã marcam o cenário atual, com autoridades do regime apontando 3 mil detenções, enquanto organizações de direitos humanos estimam até 20 mil pessoas presas.
A disparidade reflete o controle rígido sobre dados e comunicação, dificultando o acesso a informações precisas.
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Segundo a organização Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega, além dos milhares de detidos, pelo menos 3.428 manifestantes morreram devido à repressão estatal.
A limitação da imprensa internacional e os bloqueios da internet dificultam a verificação independente dos números e dos relatos de violações.
Calma aparente em Teerã e repressão em outras regiões
Moradores de Teerã relataram à agência Reuters que a capital permanece calma desde domingo 11, com presença de drones e patrulhamento intenso das forças de segurança.
Dados apontam que não foram registrados protestos visíveis na quinta-feira 15, e nesta sexta-feira, 16, na cidade e em regiões do norte, ainda que ocorram distúrbios isolados em outros pontos do país.
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A IHR também informou a morte de uma enfermeira por disparos diretos de agentes do regime iraniano durante protesto em Karaj, no oeste do país, ampliando a repercussão internacional.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “a matança havia parado”, depois de diálogo com uma autoridade iraniana, segundo a Reuters, mas manteve a postura de pressão.
Reação internacional ao regime do Irã
No mesmo dia, o Pentágono deslocou dois grupos de porta-aviões para áreas próximas ao Irã, intensificando a vigilância militar.
Paralelamente, aliados dos EUA no Oriente Médio, como Arábia Saudita e Qatar, buscam negociações diplomáticas para evitar confronto direto, alertando sobre possíveis consequências regionais.
O site Axios reportou a chegada do diretor do Mossad, David Barnea, aos Estados Unidos nesta sexta-feira, 16, para tratar da crise iraniana.
Em resposta à pressão internacional, Teerã suspendeu a execução de um manifestante prevista para esta semana. Segundo ONGs, o Irã é o segundo país do mundo em número de execuções, atrás apenas da China.
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