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Ditadura ordena que médicos deixem feridos para morrer no Irã

Adolescentes de 16 anos sob a custódia do regime estão entre as vítimas

Ali Khamenei Irã rejeita EUA
Ali Khamenei, líder supremo do Irã | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Médicos iranianos foram impedidos pela ditadura de tratar manifestantes presos e feridos, segundo denúncia da organização não governamental (ONG) Irã Direitos Humanos (IDH). O relato reúne casos ocorridos na Penitenciária Central de Shiraz, localizada a cerca de 300 quilômetros do litoral do Golfo Pérsico.

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De acordo com a ONG, ao menos um médico foi preso depois de insistir em prestar atendimento a detentos feridos, com o objetivo de evitar mortes por hemorragia dentro da penitenciária. Fontes ouvidas pela IDH, sob condição de anonimato, relataram a detenção de vários adolescentes durante a repressão aos protestos.

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Entre os prisioneiros está Hossein Ahmadzadeh, cujo estado físico foi descrito como chocante. “Ele perdeu os dois olhos, e seu crânio está coberto por marcas de balas de borracha”, relatou uma das fontes à organização. Também foram citados os casos de Kourosh Fatemi e Omid Farahanim. “Ambos, de 16 anos, foram baleados na região lombar e ficaram paralíticos”, informaram as fontes.

Ainda segundo os relatos, a prisão está sob regime de emergência há quatro dias. “Os presos estão privados de saídas ao ar livre, e todas as linhas telefônicas e visitas foram suspensas”, descrevem.

Iranianos nas ruas

No fim de 2025, a população iraniana passou a sair às ruas em protesto contra o aumento do custo de vida no país. À medida que as manifestações ganharam força, as reivindicações deixaram de se limitar a questões econômicas e passaram a exigir a queda do próprio regime: a ditadura islâmica que governa o Irã há quase meio século.

O atual sistema político teve início em 1979, com a abolição da monarquia laica e pró-Ocidente. O xá Mohammad Reza Pahlavi foi deposto, e o poder passou às mãos do grupo liderado pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, que assumiu como líder supremo do país. Khomeini permaneceu no cargo até sua morte, em 1989, quando foi sucedido por Ali Khamenei, no poder desde então.

A ditadura dos aiatolás no Irã

Aiatolá é um termo árabe que significa “sinal de Deus” e designa um alto posto no clero muçulmano xiita. Sob o regime dos aiatolás, homens e mulheres não são iguais perante a lei; homossexuais podem ser condenados à pena de morte; e cristãos e judeus não gozam dos mesmos direitos assegurados aos muçulmanos.

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3 comentários
  1. Christian
    Christian

    Monstros infames.
    Proibir de cuidar de feridos é + ou – o que estão fazendo com o Bolsonaro na prisão.

  2. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Bem que antônio da silva poderia ir para o Irǎ agora, não?…

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